Claro e ONU Mulheres lançam projeto de capacitação para vítimas de violência e refugiadas em dez capitais do Brasil

Iniciativa oferece letramento digital, capacitação em direitos humanos e conectividade gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade

Em um movimento de impacto social com alcance nacional, a Claro e a ONU Mulheres oficializaram nesta terça-feira (20) o projeto “Mulher +Tech: conexão para novos começos”, voltado à capacitação de mulheres vítimas de violência doméstica e refugiadas. Com apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a iniciativa busca promover a autonomia financeira e social dessas mulheres por meio de conhecimento, conectividade e formação cidadã.

O lançamento, realizado em São Paulo, reuniu representantes das entidades envolvidas, além do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. O projeto, que será implantado em dez capitais brasileiras, contará com a atuação de dez organizações da sociedade civil, selecionadas por edital e coordenadas pela ONU Mulheres.

A proposta combina letramento digital, capacitação em direitos humanos e oferta de conectividade gratuita. Cada participante receberá um chip com plano gratuito da Claro por 12 meses e, ao fim do programa, aquelas que tiverem no mínimo 75% de presença nas atividades presenciais receberão também um smartphone.

“A tecnologia pode ser a porta de entrada para um novo começo. Estamos colocando à disposição dessas mulheres o que temos de mais valioso: a conectividade e o conhecimento”, afirmou José Félix, presidente da Claro.

A representante interina da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino, destacou o caráter estratégico da iniciativa. “É fundamental garantir que as mulheres tenham acesso às ferramentas digitais, não só para buscar emprego, mas também para exercer plenamente seus direitos.”

A urgência do projeto é reforçada pelos dados do Atlas da Violência 2025, que apontam uma média de dez assassinatos de mulheres por dia no país. “Precisamos agir rápido. Por isso, as cidades escolhidas para iniciar o projeto são justamente aquelas com os maiores índices de violência contra a mulher”, explicou Dany Gomiero, diretora de DHO e sustentabilidade da Claro.

O projeto simboliza uma convergência entre regulação e impacto social. “Essa iniciativa representa o esforço da Anatel em conectar políticas públicas à promoção da equidade de gênero”, afirmou o conselheiro da agência, Alexandre Freire, durante a cerimônia de assinatura do acordo de cooperação.

Com o objetivo de capacitar 1.300 mulheres ao longo de um ano, o Mulher +Tech nasce como uma resposta concreta aos desafios enfrentados por mulheres em situação de vulnerabilidade, combinando tecnologia, formação e acolhimento para abrir caminhos reais de transformação social.

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