A Reforma Tributária aprovada no fim de 2023 caminha para a sua fase mais desafiadora de implementação: a partir de 2026, as empresas de todos os setores precisarão se adaptar a dois modelos tributários simultâneos, com impactos significativos na gestão financeira e operacional.
Atenta às preocupações das companhias com a adaptação e os custos envolvidos, a V360 — plataforma líder de automação de pagamentos a fornecedores no Brasil — elaborou uma análise detalhada das principais mudanças previstas e orientações práticas para ajudar gestores a conduzirem essa transição de forma estratégica.
Segundo Izaias Miguel, Co-CEO da V360, o novo modelo tributário exigirá, já a partir de janeiro de 2026, que empresas emitam e recebam notas fiscais com os novos tributos destacados, ainda que o recolhimento seja escalonado ao longo dos anos seguintes. “O prazo é curto e o impacto é grande. As empresas precisam agir com planejamento para evitar paralisias e prejuízos. O novo modelo fiscal vai exigir muito mais do que apenas mudar códigos — ele transforma processos inteiros”, alerta Miguel.
Transição gradual e impactos imediatos
A Reforma Tributária prevê a unificação de cinco tributos — ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins — em apenas dois: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Além disso, será criado o Imposto Seletivo (IS), com caráter regulatório, para desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Embora a transição se estenda até 2033, a partir de 2026 as notas fiscais precisarão ser adaptadas para incluir cerca de 200 novos campos, impactando sistemas de gestão como SAP, Oracle e TOTVS. Essa mudança técnica exigirá uma adaptação robusta dos processos de faturamento, contas a pagar e áreas fiscais.
“Se a empresa não estiver pronta para emitir ou receber notas fiscais no novo padrão, corre o risco de ter sua operação interrompida, prejudicando o faturamento e a cadeia de suprimentos”, alerta Miguel.
O desafio da adaptação tecnológica e operacional
Para muitas empresas, 2025 será o ano mais crítico da preparação: é quando os principais fornecedores de ERP devem finalizar suas atualizações, deixando apenas alguns meses para testes, homologações e treinamentos antes da virada oficial. Segundo especialistas da V360, isso pode gerar uma corrida por suporte técnico e consultorias no final do ano, aumentando o risco de gargalos e falhas operacionais.
A orientação para as lideranças é clara: montar comitês internos multidisciplinares, integrando tecnologia, contas a pagar, faturamento, fiscal e RH, para mapear o impacto nos processos e alinhar a infraestrutura necessária para garantir a conformidade e o funcionamento pleno das operações.
Além disso, destaca-se a importância da capacitação das equipes. “A gestão de dois modelos tributários em paralelo, com notas fiscais mais complexas e novas regras de cálculo, exige treinamento técnico e operacional para evitar erros e prejuízos”, explica Miguel.
Apoio estratégico para os gestores
Para auxiliar as empresas nessa transição, a V360 disponibilizou um e-book gratuito com as principais dúvidas e recomendações para a adaptação dos pagamentos a fornecedores. O material está disponível em: conteudo.v360news.com/reforma-tributaria.
Com a proximidade do prazo, especialistas alertam que antecipar o planejamento é crucial para evitar surpresas no encerramento de 2025. “É fundamental que tudo esteja homologado e as equipes estejam treinadas com antecedência suficiente para garantir a continuidade operacional sem riscos para o negócio”, conclui Miguel.



