O avanço da reforma tributária no Brasil e a necessidade de decisões mais estratégicas têm levado empresários a buscar formação internacional, especialmente nos Estados Unidos, como forma de reduzir riscos, ampliar a visão de gestão e acelerar o crescimento dos negócios. O movimento ganha força em 2026 diante de um cenário em que muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para transformar planejamento em execução eficiente.
Falta de clareza ainda trava crescimento das empresas
Mesmo com metas bem definidas, muitas organizações brasileiras iniciam o ano sem uma direção clara, o que impacta diretamente seus resultados. Segundo Carla Martins, o principal problema está na falta de leitura real do momento do negócio.
“Não existe crescimento consistente sem clareza. Muitos líderes começam o ano com objetivos ambiciosos, mas sem entender exatamente onde estão e o que precisa ser ajustado para chegar lá”, afirma.
De acordo com a executiva, esse desalinhamento faz com que empresas invistam em iniciativas desconectadas, reduzindo eficiência e comprometendo a consistência das entregas ao longo do tempo.
Decisões reativas prejudicam sustentabilidade
A ausência de direção estratégica também influencia diretamente a qualidade das decisões. Para Jhonny Martins, a falta de clareza leva empresários a atuarem de forma reativa.
“Quando o empresário não tem direção, ele passa a reagir ao que acontece no dia a dia, e isso compromete planejamento, crescimento e até a sustentabilidade do negócio”, explica.
Esse comportamento, segundo especialistas, é um dos principais entraves para o avanço estruturado das empresas, especialmente em um ambiente econômico e tributário cada vez mais complexo.
Estudos reforçam importância do alinhamento estratégico
Levantamentos realizados por organizações como McKinsey & Company e Deloitte apontam que empresas com maior clareza estratégica e alinhamento entre liderança apresentam desempenho superior, tanto no aspecto financeiro quanto operacional.
Essas organizações também demonstram maior capacidade de adaptação a mudanças — característica essencial diante das transformações no sistema tributário brasileiro.
Início do ano é decisivo para ajustes estratégicos
Para Carla Martins, o começo do ciclo anual é o momento ideal para corrigir falhas de direcionamento. No entanto, ela alerta que muitas empresas ainda cometem o erro de focar apenas na definição de metas.
“O erro está em tratar o começo do ciclo apenas como definição de metas. Antes disso, é preciso revisar decisões, entender o que deve ser mantido e o que precisa ser interrompido”, explica.
A especialista reforça que clareza não é um conceito abstrato, mas uma prática de gestão baseada em escolhas consistentes. “Clareza é consequência de decisão. É saber priorizar, sustentar escolhas e abrir mão do que não faz sentido naquele momento”, diz.
Foco e consistência são diferenciais competitivos
Ao analisar empresas que conseguem crescer de forma sustentável, Carla destaca que o diferencial não está no volume de ações, mas na capacidade de manter o foco.
“Negócios que avançam não são os que fazem mais coisas, são os que fazem as coisas certas com constância”, afirma.
Essa disciplina estratégica se torna ainda mais relevante em um cenário de mudanças regulatórias, como a reforma tributária, que exige adaptação rápida e decisões bem fundamentadas.
Formação internacional ganha força entre empresários
Diante desse contexto, cresce o número de empresários que buscam capacitação fora do país. Programas de imersão internacional, especialmente nos Estados Unidos, têm sido utilizados como ferramenta para ampliar repertório, entender novos modelos de gestão e aprimorar a tomada de decisão.
Além da qualificação técnica, essas experiências também contribuem para o posicionamento de mercado, permitindo que líderes brasileiros se alinhem a práticas globais e antecipem tendências.
Apoio externo pode acelerar decisões mais estratégicas
Outro ponto destacado pela executiva é a importância do suporte externo no processo de tomada de decisão. Segundo ela, líderes frequentemente estão imersos na operação, o que dificulta uma análise mais estratégica do negócio.
“Muitas vezes, o líder está imerso na operação e perde a capacidade de analisar o negócio com distanciamento. Uma estrutura de apoio ajuda a organizar o raciocínio e evitar decisões impulsivas”, afirma.
No entanto, Carla ressalta que esse apoio deve ser utilizado de forma consciente. “Não se trata de terceirizar decisões, mas de ter um direcionamento que ajude a construir visão estratégica. A empresa continua sendo responsável pelo caminho que escolhe seguir”, completa.
Ambiente tributário impulsiona busca por qualificação
O cenário tributário brasileiro, em constante transformação, tem sido um dos principais motivadores desse movimento. Com a reforma em andamento, empresários buscam reduzir riscos e identificar oportunidades dentro das novas regras.
A complexidade do sistema exige conhecimento técnico aliado à visão estratégica, o que reforça a importância da formação contínua e da atualização constante.
SERAC aposta em soluções integradas para empresas
Nesse contexto, o SERAC se posiciona como um parceiro estratégico para empresas que buscam crescimento estruturado. A organização atua com soluções nas áreas contábil, jurídica e de gestão, atendendo mais de 10 mil clientes em todo o país.
Em parceria com a BHub, o SERAC investe em automação e inovação para transformar o setor contábil e oferecer suporte mais eficiente às empresas.
Desenvolvimento regional e impacto nos negócios
A busca por clareza estratégica e qualificação também tem impacto direto no desenvolvimento econômico. Empresas mais estruturadas tendem a crescer de forma sustentável, gerar empregos e contribuir para a competitividade do país.
Para Carla Martins, o principal alerta para 2026 está na forma como os líderes conduzem suas escolhas.
“Empresas não deixam de crescer por falta de esforço. Elas travam porque não têm direção. Quem tem clareza constrói. Quem não tem, apenas reage”, afirma.
Ela conclui destacando que o crescimento sustentável depende de consistência e consciência estratégica. “Não existe chegada para quem não sabe onde está. Liderar é transformar intenção em caminho e caminho em resultado”, finaliza.




