Com mais de 600 mil jovens aprendizes ativos no Brasil, programas de aprendizagem têm se consolidado como uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho — e, mais do que isso, como um acelerador de carreira. A iniciativa, regulamentada pela Lei da Aprendizagem (nº 10.097/00), vem proporcionando experiência prática, desenvolvimento de habilidades e oportunidades reais de crescimento profissional ainda nos primeiros anos da vida laboral.
Dados recentes mostram que esse modelo tem impacto direto na empregabilidade: segundo levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola, o número de aprendizes dobrou entre 2011 e 2024, e oito em cada dez jovens permanecem empregados após o programa, muitos já com carteira assinada.
Experiência prática acelera desenvolvimento profissional
A entrada precoce no mercado, aliada a um ambiente estruturado de aprendizado, tem permitido que jovens desenvolvam competências técnicas e comportamentais em um curto período. Empresas como a JTI têm apostado nesse modelo para formar talentos e fortalecer suas equipes.
Nesse contexto, trajetórias individuais ajudam a ilustrar o impacto da aprendizagem. É o caso de Ana Júlia Barbosa, de 20 anos, que em menos de um ano passou de aprendiz administrativa para analista de dados dentro da companhia.
“Eu comecei a olhar as vagas, entender o que era pedido e direcionar meus estudos para aquilo. Também fui conversar com pessoas da área para entender melhor a rotina”, conta.
A estratégia envolveu planejamento, capacitação e aproximação com profissionais da área desejada, resultando na aprovação em um processo seletivo interno e na mudança de carreira ainda no início da trajetória profissional.
Iniciativa individual faz diferença no crescimento
Outro exemplo é o de Gabriel Yoshida, de 21 anos, que iniciou como jovem aprendiz na área de marketing e, após o término do programa, retornou à empresa como assistente na área comercial.
“Eu vi a vaga e achei que tinha tudo a ver comigo. Era uma oportunidade de entrar no mercado em uma área que eu já tinha interesse”, relembra.
Durante o período como aprendiz, Gabriel destaca o papel do ambiente corporativo e do suporte recebido como fatores decisivos para seu desenvolvimento.
“Como é nosso primeiro contato com o mercado, ainda estamos aprendendo o básico. Por isso, ter pessoas que nos orientam e nos dão direcionamento faz toda a diferença”, afirma.
Hoje cursando publicidade e propaganda, ele reconhece que a experiência inicial foi determinante para sua escolha profissional. “Foi ali que eu entendi que queria trabalhar com isso. A vivência prática fez toda a diferença”, completa.
Programas estruturados vão além da porta de entrada
O avanço dos programas de aprendizagem no país indica uma mudança na forma como empresas encaram a formação de talentos. Mais do que cumprir exigências legais, organizações têm transformado esses programas em plataformas de desenvolvimento de carreira.
Para Paloma Ferreira, o diferencial está na possibilidade de crescimento dentro da própria empresa.
“Quando há espaço para aprendizado e mobilidade, o jovem aprendiz pode ser o início de uma trajetória consistente dentro da empresa”, afirma.
Esse modelo contribui para reduzir a rotatividade, aumentar o engajamento e formar profissionais alinhados à cultura organizacional.
Lei da aprendizagem fortalece inclusão no mercado
Criada para regulamentar o trabalho de jovens entre 14 e 24 anos, a Lei da Aprendizagem tem papel fundamental na inclusão produtiva dessa faixa etária. Ao combinar formação teórica com prática profissional, o programa oferece uma transição mais estruturada entre escola e mercado de trabalho.
Além disso, a legislação incentiva empresas a investirem na formação de novos profissionais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país.
Impacto positivo na empregabilidade jovem
Em um cenário onde a inserção de jovens no mercado ainda enfrenta desafios, programas de aprendizagem se destacam como solução eficaz. A experiência prática, aliada à capacitação, aumenta significativamente as chances de empregabilidade e crescimento profissional.
Especialistas apontam que esse tipo de iniciativa também contribui para reduzir desigualdades, ao oferecer oportunidades reais para jovens em início de carreira.
JTI aposta em desenvolvimento e inovação
A JTI, integrante do grupo JT, atua em mais de 130 mercados e conta com cerca de 46 mil colaboradores em todo o mundo. No Brasil, são mais de 1,5 mil funcionários distribuídos em nove estados.
A companhia também investe em inovação e diversificação de portfólio, incluindo produtos de risco reduzido, além de manter programas estruturados de desenvolvimento de talentos.
Em 2025, a empresa foi reconhecida como Global Top Employer pelo décimo primeiro ano consecutivo, reforçando sua atuação em gestão de pessoas e ambiente de trabalho.
Formação e oportunidade definem o futuro profissional
O crescimento dos programas de aprendizagem no Brasil reforça a importância da combinação entre oportunidade e iniciativa individual. Para muitos jovens, essa experiência representa não apenas o primeiro emprego, mas o início de uma trajetória profissional sólida.
A tendência é que, com a evolução do mercado e a valorização de habilidades práticas, programas desse tipo ganhem ainda mais relevância nos próximos anos.




