Carmela Borst participa do São Paulo Innovation Week para debater inclusão digital e futuro do trabalho

Evento em São Paulo reúne especialistas para discutir como tecnologia, educação e inteligência artificial podem ampliar oportunidades na economia digital

A capital paulista receberá entre os dias 13 e 15 de maio o São Paulo Innovation Week, festival voltado à inovação, tecnologia, empreendedorismo e impacto social. Entre os destaques da programação está a participação de Carmela Borst, cofundadora e CEO da SoulCode, que integrará um painel sobre inclusão digital e transformação do mercado de trabalho.

A executiva participará no dia 13 de maio, às 14h30, do painel “Inclusão Digital e Produtiva: quem participa constrói a economia digital”. O debate reunirá também Patrícia Alves e Fábio Silva, com mediação da jornalista Heloísa Gomyde.

O encontro pretende discutir como educação, inteligência artificial e mentoria social podem criar caminhos mais acessíveis para a inclusão produtiva no ambiente digital. Entre os temas abordados estão letramento digital, formação em IA, conexão entre educação e mercado de trabalho e geração de renda por meio da nova economia.

Segundo Carmela Borst, o debate sobre inclusão digital precisa ir além do simples acesso à tecnologia. “Quando falamos sobre inclusão digital, estamos falando sobre acesso a futuro, autonomia e possibilidade de transformação social. A tecnologia não pode ser privilégio de poucos. Precisamos garantir que mais pessoas tenham condições reais de participar da economia digital, especialmente em um momento em que a inteligência artificial está remodelando o mercado de trabalho”, afirma.

Tecnologia e inclusão social no centro das discussões

Inspirado no Rio Innovation Week, o festival em São Paulo reunirá empresas, startups, lideranças sociais, especialistas, artistas e representantes do ecossistema de inovação para debater os desafios contemporâneos ligados à ciência, tecnologia, educação e impacto social.

A proposta do painel é justamente discutir como o avanço tecnológico pode caminhar junto com inclusão e geração de oportunidades. A discussão ganha relevância em um cenário em que a inteligência artificial vem transformando profissões, automatizando processos e criando novas demandas no mercado de trabalho.

Especialistas do setor apontam que o acesso desigual à educação tecnológica pode ampliar ainda mais as diferenças sociais e econômicas. Por isso, iniciativas voltadas à capacitação digital têm ganhado espaço entre empresas, instituições de ensino e organizações sociais.

No painel, também será debatido o papel do voluntariado qualificado e da mentoria social como instrumentos capazes de acelerar o acesso de diferentes públicos ao universo digital. A ideia é mostrar que a inclusão produtiva depende não apenas de infraestrutura tecnológica, mas também de formação prática, suporte humano e acompanhamento profissional.

Educação digital como ferramenta de transformação

A SoulCode atua justamente nesse segmento ao oferecer programas de formação voltados à democratização da educação digital e da inteligência artificial. A edtech brasileira foi criada com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino tecnológico e promover inclusão social por meio da empregabilidade.

A metodologia da empresa combina aprendizado ágil, ensino apoiado por inteligência artificial, desenvolvimento de habilidades técnicas e interpessoais e formação em inglês voltado à tecnologia. A proposta busca preparar alunos para as exigências do mercado digital contemporâneo.

O projeto foi idealizado por profissionais do setor de tecnologia, entre eles Carmela Borst, Fabricio Cardoso e Silvio Genesini. Segundo a empresa, a iniciativa surgiu da percepção de que a tecnologia pode ser um instrumento de transformação social e geração de renda.

Atualmente, a plataforma soma mais de 170 mil alunos e já capacitou mais de 7 mil pessoas por meio de bootcamps gratuitos de educação digital. A empresa também desenvolve projetos em parceria com organizações e companhias interessadas em ampliar a diversidade no setor de tecnologia.

Inteligência artificial e o futuro do trabalho

A discussão sobre inteligência artificial deve ocupar espaço central durante o evento. O avanço acelerado dessas ferramentas vem mudando o perfil das profissões e exigindo adaptação constante dos trabalhadores.

Em diferentes setores, empresas têm buscado profissionais com competências ligadas à análise de dados, programação, automação e uso estratégico de IA. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre como garantir que essa transformação tecnológica seja inclusiva e não amplie desigualdades já existentes.

Para especialistas, a formação contínua passa a ser um dos principais desafios da próxima década. O acesso à educação tecnológica tende a se tornar decisivo para a empregabilidade e para a geração de oportunidades econômicas.

Nesse contexto, iniciativas como o painel do São Paulo Innovation Week ganham relevância ao aproximar diferentes setores da sociedade para discutir soluções práticas voltadas à inclusão produtiva.

Programação reúne inovação, empreendedorismo e impacto social

O São Paulo Innovation Week contará com uma programação voltada à troca de conhecimento, networking e apresentação de tendências ligadas à inovação. O festival reunirá representantes do setor público, empresas privadas, startups, instituições de ensino e lideranças sociais.

Além de painéis e debates, o evento terá atividades voltadas à criatividade, empreendedorismo e desenvolvimento de soluções para desafios contemporâneos. A proposta é conectar tecnologia, educação e transformação social em um ambiente colaborativo.

A expectativa é que o festival fortaleça o ecossistema de inovação brasileiro e estimule discussões sobre os impactos da tecnologia no futuro da sociedade e do trabalho.

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