Missão comercial leva empresas brasileiras de plástico ao Chile e gera US$ 639 mil em negócios

A indústria brasileira de produtos transformados em plástico ampliou sua presença no mercado chileno durante uma missão comercial realizada pelo Think Plastic Brazil entre os dias 11 e 13 de agosto, em Santiago. A iniciativa reuniu 34 empresas brasileiras, promoveu 393 reuniões com potenciais compradores e parceiros comerciais e resultou em US$ 639 mil em negócios já realizados. Para os próximos 12 meses, a expectativa é movimentar outros US$ 3,636 milhões.

A agenda também gerou 327 novos contatos comerciais e identificou 136 oportunidades de negócios, das quais 16 já avançaram para negociações concretas. Os números mostram o potencial do Chile como destino para produtos brasileiros transformados em plástico e reforçam a estratégia de internacionalização do setor.

A missão foi promovida pelo Think Plastic Brazil, portfólio voltado à internacionalização de empresas do segmento de produtos transformados em plástico, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Instituto Nacional do Plástico (INP).

Além dos resultados comerciais, a iniciativa também abriu espaço para uma aproximação institucional entre Brasil e Chile. Durante a agenda, o Think Plastic Brazil e a Cámara Chileno Brasileña de Comercio (CCBC) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU), criando uma base para ações conjuntas destinadas a aproximar empresas, estimular inovação, desenvolver iniciativas de sustentabilidade e ampliar oportunidades comerciais entre os dois países.

Chile mantém posição estratégica para o plástico brasileiro

O mercado chileno ocupa uma posição relevante na estratégia de internacionalização da indústria brasileira de produtos transformados em plástico. Em 2025, as exportações brasileiras do segmento para o Chile somaram pouco mais de US$ 112 milhões, mantendo o país como o segundo principal destino dos produtos brasileiros, atrás apenas da Argentina.

Apesar da retração de 16,3% em relação ao ano anterior, o Chile continua entre os mercados mais importantes para categorias como embalagens, filmes e utilidades domésticas.

A proximidade geográfica entre os dois países é considerada um dos fatores que favorecem a competitividade das empresas brasileiras. A existência de rotas terrestres também contribui para facilitar operações comerciais e logísticas, principalmente quando comparada a mercados mais distantes.

“O Chile se consolidou como um dos parceiros mais dinâmicos e abertos à inovação na América Latina. A proximidade geográfica e as facilidades logísticas terrestres tornam o produto brasileiro altamente competitivo no mercado chileno”, afirmou Carlos Moreira, Diretor-Executivo do INP e de projetos no Think Plastic Brazil.

A avaliação ajuda a explicar por que o país continua sendo prioridade para ações de promoção comercial do setor. A estratégia não se limita à realização de vendas pontuais, mas busca estabelecer relacionamentos capazes de gerar negócios recorrentes e ampliar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional.

Rodadas de negócios aproximam empresas e compradores

Um dos principais objetivos da missão comercial foi colocar empresas brasileiras diretamente em contato com potenciais compradores e parceiros chilenos. Ao longo da programação, foram realizadas 393 reuniões, número que demonstra a intensidade da agenda de prospecção.

Os encontros resultaram na geração de 327 novos contatos comerciais. Para as empresas participantes, esses contatos representam oportunidades que podem evoluir para pedidos, contratos, distribuição e novas parcerias ao longo dos próximos meses.

Das 136 oportunidades identificadas durante a missão, 16 já haviam se convertido em negócios realizados. O resultado inicial corresponde a US$ 639 mil em negócios concretizados.

A expectativa, porém, é que o impacto comercial da missão seja maior à medida que as negociações avancem. A projeção é de US$ 3,636 milhões em negócios nos 12 meses seguintes à ação.

Esse tipo de resultado mostra uma característica importante das missões empresariais internacionais. Nem todas as reuniões realizadas se transformam imediatamente em vendas. Em muitos casos, o primeiro contato é o início de um processo que envolve avaliação de fornecedores, análise de produtos, negociação de preços, adequação técnica, questões logísticas e construção de confiança entre as empresas.

Por isso, o acompanhamento posterior à missão passa a ser uma etapa fundamental para transformar contatos comerciais em negócios efetivos.

Empresas avaliam experiência de forma positiva

A percepção dos participantes também indica uma avaliação favorável da iniciativa. Na pesquisa realizada após a missão, 88,24% das empresas classificaram positivamente a experiência.

Desse total, 47,06% disseram estar satisfeitas, enquanto 41,18% avaliaram a participação como muito satisfatória.

Outro dado chama atenção: 94,12% dos participantes afirmaram ter interesse em participar de uma próxima edição ou retornar ao mercado chileno em novas ações comerciais.

O índice mostra que, além dos resultados financeiros, as empresas identificaram valor na possibilidade de conhecer compradores, compreender melhor o mercado e criar novas conexões comerciais.

A continuidade também pode ser importante para empresas que estão iniciando sua trajetória internacional. A presença recorrente em determinado mercado tende a favorecer a construção de relacionamentos e permite que os fornecedores brasileiros acompanhem mais de perto mudanças na demanda, tendências de consumo e oportunidades de negócios.

Estratégia no Chile ganha continuidade em 2026

A missão realizada em agosto não é uma ação isolada. Ela faz parte de uma estratégia mais ampla do Think Plastic Brazil para ampliar a presença da indústria brasileira de produtos transformados em plástico no Chile.

Em abril, durante a participação na CirclePack 2026, empresas brasileiras realizaram 639 reuniões com potenciais compradores e parceiros. Na ocasião, foram gerados 411 novos contatos e alcançados US$ 2,5 milhões em negócios já realizados.

A ação também projetou outros US$ 13 milhões em negócios para os 12 meses seguintes.

A sequência de iniciativas demonstra que o mercado chileno vem sendo trabalhado de maneira contínua pelo programa. Em vez de concentrar os esforços em uma única feira ou missão, a estratégia envolve diferentes pontos de contato com compradores e parceiros comerciais.

Esse acompanhamento permite ampliar a exposição das empresas brasileiras e, ao mesmo tempo, dar continuidade às conversas iniciadas em eventos anteriores.

Com os negócios já concretizados e as oportunidades ainda em acompanhamento, o Think Plastic Brazil pretende continuar apoiando as empresas participantes na prospecção comercial e na consolidação dos relacionamentos estabelecidos no Chile.

Acordo amplia cooperação entre Brasil e Chile

Outro resultado da missão foi a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Think Plastic Brazil e a Cámara Chileno Brasileña de Comercio.

O documento estabelece uma base de cooperação entre as instituições e prevê a construção de ações conjuntas voltadas à aproximação entre empresas brasileiras e chilenas.

A proposta envolve não apenas a geração de negócios, mas também iniciativas relacionadas à inovação e à sustentabilidade. O acordo pode funcionar como um canal permanente para identificar oportunidades e facilitar futuras parcerias entre companhias dos dois países.

A iniciativa acompanha uma tendência de maior integração entre mercados latino-americanos, na qual empresas procuram reduzir barreiras comerciais e encontrar parceiros capazes de atender demandas específicas em diferentes países.

Para as empresas brasileiras do setor de plástico transformado, a aproximação institucional pode facilitar o acesso a informações, contatos e oportunidades que, individualmente, poderiam exigir mais tempo e investimento para serem desenvolvidos.

Setor busca ampliar presença internacional

O desempenho da missão também está relacionado a uma estratégia de longo prazo do Think Plastic Brazil. O programa começou suas atividades com 38 empresas e, ao longo de aproximadamente duas décadas, ampliou sua participação para mais de 250 companhias.

Nesse período, o portfólio promoveu 4.773 participações de empresas do setor em 240 projetos de promoção comercial, resultando em 64.366 reuniões.

Segundo os dados apresentados pelo programa, as ações já geraram mais de US$ 1,247 bilhão em negócios, a partir de um investimento total de US$ 12,338 milhões. O retorno calculado é de US$ 101,04 em negócios para cada dólar investido.

Os números ajudam a dimensionar a importância das iniciativas de promoção comercial para empresas que desejam acessar mercados estrangeiros.

Para pequenas e médias empresas, especialmente, participar de missões e rodadas de negócios pode reduzir parte das barreiras encontradas no processo de internacionalização, como dificuldade para identificar compradores, falta de conhecimento sobre o mercado e custos associados à prospecção internacional.

Chile oferece oportunidades para produtos transformados

A presença brasileira no mercado chileno também encontra oportunidades em segmentos específicos da cadeia de produtos transformados em plástico.

Embalagens, filmes e utilidades domésticas estão entre as categorias que apresentam espaço para fornecedores brasileiros. A capacidade industrial brasileira, aliada à proximidade logística, pode contribuir para tornar esses produtos competitivos.

A relação comercial, no entanto, depende da capacidade das empresas de compreender as características do mercado local e adaptar suas estratégias comerciais.

A missão comercial cumpre justamente esse papel ao aproximar fornecedores de compradores e permitir que as empresas conheçam diretamente as necessidades de potenciais clientes.

O contato presencial também pode ajudar na construção de confiança, especialmente em mercados em que relações comerciais de longo prazo têm peso importante na decisão de compra.

Próximos passos envolvem acompanhamento das negociações

Depois da realização das reuniões, uma das principais tarefas será acompanhar os contatos e oportunidades identificados durante a missão.

As 120 oportunidades ainda não convertidas em negócios representam parte relevante do potencial comercial da ação. A expectativa de US$ 3,636 milhões em negócios nos próximos 12 meses dependerá justamente da evolução dessas negociações.

O acompanhamento poderá envolver novas reuniões, envio de amostras, adequações de produtos, definição de condições comerciais e desenvolvimento de contratos.

Para o Think Plastic Brazil, a missão representa, portanto, tanto um resultado financeiro imediato quanto uma base para novas oportunidades no mercado chileno.

A combinação entre negócios já realizados, contatos comerciais e acordos institucionais reforça a posição do Chile como um dos mercados prioritários para a expansão internacional das empresas brasileiras de produtos transformados em plástico.

Programa amplia atuação das empresas brasileiras

A estratégia de internacionalização do Think Plastic Brazil busca ampliar a presença da indústria brasileira em mercados considerados estratégicos.

Ao conectar empresas brasileiras a compradores, distribuidores e parceiros estrangeiros, o programa cria condições para que companhias do setor desenvolvam novos canais de venda e reduzam sua dependência do mercado doméstico.

No caso do Chile, a proximidade territorial oferece uma vantagem adicional. A possibilidade de utilização de rotas terrestres pode contribuir para reduzir prazos e custos logísticos, fatores relevantes em negociações internacionais.

O resultado da missão de agosto mostra que existe demanda para os produtos brasileiros e que a prospecção estruturada pode gerar resultados comerciais concretos.

Mais do que os US$ 639 mil já negociados, o principal indicador da ação está na quantidade de oportunidades abertas. Com US$ 3,636 milhões projetados para os próximos 12 meses, as empresas participantes entram agora em uma nova etapa, na qual será necessário transformar os contatos estabelecidos em relações comerciais duradouras.

A expectativa é que parte dessas oportunidades avance para novos contratos nos próximos meses, ampliando a participação brasileira no mercado chileno e fortalecendo a integração comercial entre os dois países.

Sobre o Think Plastic Brazil

O Think Plastic Brazil começou suas atividades com 38 empresas e, ao longo dos últimos 20 anos, expandiu sua participação para mais de 250 empresas. Nesse período, o portfólio promoveu 4.773 participações de empresas do setor em 240 projetos especificamente de promoção comercial, resultando em 64.366 reuniões.

O impacto econômico informado pelo programa supera US$ 1,247 bilhão em negócios gerados, com investimento total de US$ 12,338 milhões e retorno de US$ 101,04 para cada dólar investido.

Empresas interessadas em participar do portfólio podem entrar em contato com Richard Assis pelo e-mail [email protected] ou acessar o site oficial do programa.

Sobre o INP

Fundado em 1989, o Instituto Nacional do Plástico (INP) surgiu durante o processo de globalização e diante da necessidade de aumentar a competitividade internacional do mercado brasileiro de plásticos.

A entidade reúne a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) e o Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (SIRESP).

Como entidade tecnológica setorial, o INP atua em diferentes frentes da cadeia produtiva do plástico no Brasil, incluindo qualificação profissional, acesso a tecnologias e desenvolvimento de normas técnicas.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) trabalha para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia.

Entre suas iniciativas estão missões comerciais, rodadas de negócios, participação de empresas brasileiras em feiras internacionais e ações que aproximam compradores e formadores de opinião estrangeiros da estrutura produtiva brasileira.

A agência também atua na atração de investimentos estrangeiros diretos para o Brasil, em coordenação com organizações públicas e privadas.

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