Empresa aposta em experiências práticas para demonstrar o uso de agentes inteligentes em áreas como atendimento, crédito, prevenção a fraudes e compliance
A Inteligência Artificial continua ocupando espaço central nas estratégias de transformação digital das empresas, mas um novo debate começa a ganhar força: como colocar agentes inteligentes para trabalhar de forma efetiva dentro das operações corporativas. É justamente essa discussão que a MATH Group pretende levar ao Febraban Tech 2026, considerado o maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro da América Latina, que acontece entre os dias 24 e 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Durante o evento, a empresa apresentará demonstrações práticas de workflows com agentes de Inteligência Artificial e uma experiência interativa com um agente por voz capaz de analisar o nível de maturidade das organizações na adoção da tecnologia. A iniciativa busca aproximar o público de aplicações reais da IA, mostrando como agentes inteligentes podem atuar de forma integrada em processos empresariais complexos.
A proposta da companhia é sair do discurso teórico e permitir que executivos, gestores e profissionais do mercado financeiro visualizem, na prática, como diferentes agentes podem colaborar entre si para interpretar informações, consultar dados, aplicar regras de negócio e encaminhar decisões para validação humana quando necessário.
Experiência prática no centro da estratégia
A participação da MATH Group no Febraban Tech 2026 será marcada por experiências imersivas que demonstram o potencial da Inteligência Artificial aplicada aos processos corporativos.
No estande da empresa, os visitantes poderão acompanhar fluxos de trabalho compostos por múltiplos agentes inteligentes atuando de maneira coordenada em atividades presentes no cotidiano das instituições financeiras.
Entre os exemplos apresentados estarão aplicações relacionadas ao atendimento e relacionamento com clientes, cobrança e negociação, prevenção a fraudes, gestão de riscos, compliance, identidade digital, concessão de crédito, onboarding de clientes e personalização de serviços.
A ideia é demonstrar que os agentes de IA podem ir além da simples automação de tarefas repetitivas, passando a integrar processos mais amplos e estratégicos dentro das organizações.
Segundo a empresa, o objetivo é evidenciar como a combinação entre Inteligência Artificial, dados e supervisão humana pode aumentar a eficiência operacional sem abrir mão da governança e do controle sobre decisões críticas.
Agente por voz avalia maturidade das empresas
Uma das principais atrações preparadas pela MATH Group será a interação com um agente de Inteligência Artificial por voz.
A ferramenta foi desenvolvida para conduzir uma conversa com os visitantes e compreender o estágio atual de utilização da IA dentro das organizações.
Durante a interação, o sistema fará perguntas relacionadas à estrutura tecnológica, qualidade dos dados, processos internos, governança, supervisão e estratégias de adoção da Inteligência Artificial.
Com base nas respostas fornecidas, o agente realizará uma análise de maturidade da empresa em relação ao uso de agentes inteligentes e apresentará um diagnóstico personalizado.
Ao final da experiência, os participantes receberão um relatório com o resultado da avaliação, destacando oportunidades de evolução e pontos de atenção para uma implementação mais eficiente da tecnologia.
A iniciativa busca mostrar que a adoção de agentes inteligentes não depende apenas da escolha de uma plataforma tecnológica, mas também da preparação da organização para integrar esses sistemas de forma estruturada e segura.
O desafio vai além da tecnologia
A discussão proposta pela MATH Group está alinhada a um dos temas centrais do Febraban Tech 2026: o avanço dos agentes inteligentes e o papel das pessoas diante de sistemas cada vez mais autônomos.
Para a empresa, o principal desafio enfrentado pelas organizações atualmente não está apenas na adoção da Inteligência Artificial, mas na forma como esses agentes serão incorporados às operações corporativas.
Questões como governança, acesso a dados, definição de responsabilidades, monitoramento de desempenho e supervisão humana passam a ser tão importantes quanto a própria tecnologia.
“Estamos entrando em uma fase na qual falar sobre Inteligência Artificial já não é suficiente. As empresas querem entender como colocar essa tecnologia para trabalhar e, principalmente, como fazer isso de maneira responsável e conectada a resultados. Nossa proposta no Febraban Tech é tirar essa discussão do campo conceitual e permitir que as pessoas vejam e experimentem agentes funcionando”, afirma Marcel Ghiraldini, fundador e CSO da MATH Group.
Segundo o executivo, muitas organizações ainda confundem acesso à tecnologia com capacidade de gerar valor a partir dela.
“Existe uma diferença importante entre ter acesso à tecnologia e estar preparado para extrair valor dela. Um agente pode ser extremamente sofisticado, mas precisa encontrar uma empresa preparada em aspectos como dados, processos, governança, supervisão e métricas. É essa reflexão que queremos provocar de maneira simples e prática no estande”, explica Ghiraldini.
A ascensão dos agentes nos processos corporativos
A evolução da Inteligência Artificial vem impulsionando uma mudança significativa na forma como as empresas enxergam a tecnologia.
Se, em um primeiro momento, a IA era utilizada principalmente como ferramenta de apoio para atividades específicas, agora os agentes inteligentes começam a assumir papéis mais ativos dentro dos fluxos de trabalho.
Essa transformação amplia o potencial de automação, produtividade e eficiência, mas também levanta novos questionamentos sobre segurança, responsabilidade e tomada de decisão.
Na visão da MATH Group, os agentes estão deixando de ser apenas recursos tecnológicos para se tornarem participantes efetivos dos processos empresariais.
Esse movimento exige que as organizações estabeleçam regras claras sobre o que esses sistemas podem fazer, quais informações podem acessar e em quais situações a intervenção humana continua sendo necessária.
O tema ganha relevância especialmente no setor financeiro, onde decisões relacionadas a crédito, conformidade regulatória, gestão de riscos e atendimento ao cliente exigem elevados níveis de segurança e rastreabilidade.
Para especialistas, o futuro da IA corporativa não dependerá apenas da evolução dos modelos de linguagem ou da capacidade de processamento dos sistemas, mas da habilidade das empresas em criar estruturas de governança capazes de garantir que a tecnologia opere de forma alinhada aos objetivos do negócio.
Podcast reúne líderes do mercado financeiro
Além das demonstrações tecnológicas, a MATH Group também utilizará o Febraban Tech 2026 como palco para a gravação de novos episódios do DotheMATH Podcast.
A proposta é reunir alguns dos principais executivos dos setores financeiro, de tecnologia, meios de pagamento e inovação para discutir tendências relacionadas à Inteligência Artificial, dados e transformação digital.
Entre os convidados já confirmados estão Marcos Zara, Superintendente de Canais, Dados e IA do Sicredi; Jun Okawa, Projects General Superintendent do Safra; Leandro Garcia, Diretor de Soluções de Pagamentos Digitais da Visa; Eduardo Apolo, Director of Data Platform, Analytics & AI da Stone; e Felipe Boff, Vice President of Business Development do Banco Mercantil.
As entrevistas devem aprofundar temas como automação inteligente, uso estratégico de dados, evolução dos serviços financeiros e os impactos da IA na competitividade das empresas.
Febraban Tech segue como principal palco da inovação financeira
Realizado anualmente, o Febraban Tech reúne líderes empresariais, instituições financeiras, fintechs, startups, especialistas em tecnologia e autoridades para debater as principais tendências que moldam o futuro do sistema financeiro.
A edição de 2026 deverá concentrar grande parte das discussões em torno da Inteligência Artificial, automação, cibersegurança, computação em nuvem, dados e novas experiências digitais.
Nesse contexto, a participação da MATH Group reforça uma tendência cada vez mais presente no mercado: a busca por aplicações práticas da Inteligência Artificial que consigam gerar resultados concretos, sem perder de vista aspectos fundamentais como governança, transparência e supervisão humana.
Mais do que demonstrar tecnologia, a empresa pretende estimular uma reflexão sobre o papel dos agentes inteligentes nas organizações e os cuidados necessários para transformar inovação em valor real para os negócios.




