Uma tecnologia desenvolvida no Brasil levou as transmissões do Rock in Rio Lisboa 2026 para cerca de 20 mil usuários únicos em 95 países e 1.618 cidades. A plataforma oficial de streaming do festival foi desenvolvida pela Watch Labs, unidade de tecnologia da empresa brasileira Watch, e se tornou o maior projeto internacional da companhia até o momento, fortalecendo sua estratégia de expansão nos mercados de mídia, entretenimento e esporte.
A operação, realizada durante uma das maiores edições internacionais do festival de música, registrou aproximadamente 20% da audiência fora de Portugal e alcançou uma taxa de engajamento próxima de 65%, mesmo com divulgação limitada da plataforma. Para a Watch Labs, os resultados representam mais do que números de audiência: funcionam como uma validação internacional da tecnologia desenvolvida pela companhia e como uma referência para a prospecção de novos projetos fora do Brasil.
A solução foi integrada diretamente ao ambiente digital oficial do Rock in Rio Lisboa e permitiu que o público acompanhasse, em tempo real, transmissões simultâneas de diferentes palcos sem a necessidade de baixar um aplicativo.
O projeto também colocou à prova a capacidade da empresa brasileira de operar uma estrutura tecnológica internacional, conectando equipes no Brasil e em Portugal e atendendo uma audiência distribuída por dezenas de países.
“O Rock in Rio Lisboa foi um projeto importante para mostrar ao mercado internacional nossa capacidade de entregar uma operação de grande porte com agilidade, estabilidade e foco na experiência do usuário. Mais do que os números de audiência, ele nos deu uma referência concreta para conversar com novos parceiros em outros mercados”, afirma Fhabyo Matesick, CMO e principal executivo responsável pelas operações internacionais e expansão da Watch Labs.
O case passa agora a ocupar um papel estratégico na expansão global da companhia, que busca ampliar sua atuação internacional a partir de projetos de streaming, eventos ao vivo e plataformas digitais proprietárias.
Plataforma foi desenvolvida em cerca de 40 horas
Um dos principais desafios da operação esteve no tempo necessário para transformar o projeto em uma plataforma funcional e integrada ao ambiente digital do festival.
Segundo a Watch Labs, a solução foi desenvolvida em aproximadamente 40 horas entre a concepção e a implementação.
A plataforma reuniu diferentes recursos tecnológicos necessários para uma transmissão de grande porte, incluindo a exibição simultânea de diferentes palcos, arquitetura web responsiva, monitoramento da operação e funcionalidades voltadas à monetização.
O público pôde acessar as transmissões diretamente pela internet, sem depender da instalação de um aplicativo específico.
A escolha por uma solução baseada na web também acompanha uma mudança no comportamento das audiências digitais. Em eventos ao vivo, especialmente aqueles capazes de atrair públicos internacionais, a facilidade de acesso pode representar uma diferença importante na experiência do usuário.
Quanto menor a quantidade de etapas entre o interesse do público e o início da transmissão, maiores são as possibilidades de ampliar o alcance.
Para a Watch Labs, o projeto também demonstrou a capacidade de construir soluções específicas para grandes operações sem a necessidade de desenvolver uma nova estrutura tecnológica completamente do zero.
A tecnologia utilizada pela companhia é baseada na infraestrutura desenvolvida originalmente para sua própria operação de streaming e pode ser adaptada de acordo com as necessidades de cada parceiro.
Brasil e Europa conectados em uma mesma operação
O projeto do Rock in Rio Lisboa também funcionou como um teste prático do modelo de operação internacional da Watch Labs.
A companhia mantém uma equipe em Portugal, apoiada pela estrutura técnica localizada no Brasil. O formato permite integrar desenvolvimento, suporte e operação entre os dois países.
A presença em Portugal existe há aproximadamente um ano e meio e se tornou uma das bases da estratégia internacional da empresa.
Além das operações no Brasil e em Portugal, a Watch Labs também mantém presença nos Estados Unidos e escritório em Londres.
A estrutura internacional acompanha a estratégia de levar a tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira para novos mercados.
A expansão ocorre em um momento de transformação no setor de mídia e entretenimento, marcado pela multiplicação das plataformas digitais e pelo crescimento da demanda por soluções capazes de distribuir conteúdos diretamente para diferentes audiências.
Nesse cenário, empresas que produzem ou detêm direitos sobre conteúdos passam a buscar alternativas para controlar melhor a relação com seus públicos.
A possibilidade de criar experiências próprias, reunir dados sobre consumo e desenvolver diferentes estratégias de monetização tem levado empresas e organizações a avaliarem plataformas proprietárias.
É justamente nesse mercado que a Watch Labs pretende ampliar sua atuação.
Tecnologia modular permite adaptar plataformas
A infraestrutura tecnológica comercializada pela companhia inclui soluções para transmissões ao vivo e conteúdos sob demanda.
O modelo é modular, permitindo que diferentes recursos sejam incorporados de acordo com as necessidades de cada projeto.
Na prática, uma empresa ou organização pode precisar apenas de uma estrutura para transmissões ao vivo, enquanto outra pode buscar recursos relacionados a conteúdo sob demanda, monetização, dados ou experiências digitais personalizadas.
A proposta da Watch Labs é utilizar uma mesma base tecnológica para atender essas diferentes demandas.
“Não existe uma única necessidade para todos os clientes. Há projetos que demandam transmissão ao vivo, outros precisam de conteúdo sob demanda, monetização ou experiências específicas para suas audiências. Ter uma tecnologia modular permite construir essas soluções sem começar uma plataforma do zero a cada operação”, afirma Matesick.
A estratégia também permite que a empresa concentre sua atuação na infraestrutura e na tecnologia, sem participar diretamente da produção dos conteúdos transmitidos.
Dessa forma, a Watch Labs atua como fornecedora de plataformas e experiências digitais para empresas e organizações de diferentes setores.
O modelo abre espaço para operações nos segmentos de mídia, entretenimento, esporte e telecomunicações, áreas em que a distribuição digital de conteúdo passou a ocupar uma posição cada vez mais relevante.
Rock in Rio Lisboa se torna vitrine internacional
O alcance do projeto transformou o Rock in Rio Lisboa 2026 em uma vitrine internacional para a tecnologia brasileira da Watch Labs.
A plataforma chegou a aproximadamente 20 mil usuários únicos distribuídos por 95 países e 1.618 cidades.
Cerca de um quinto da audiência foi registrado fora de Portugal, mesmo sem uma ampla campanha de divulgação específica da plataforma.
Para uma empresa que busca ampliar sua atuação internacional, o resultado representa uma oportunidade de demonstrar, na prática, a capacidade da infraestrutura tecnológica em uma operação real e de grande visibilidade.
Grandes festivais e eventos ao vivo apresentam desafios específicos para plataformas digitais.
A audiência pode crescer rapidamente em determinados horários, diferentes transmissões podem acontecer simultaneamente e a estabilidade da operação precisa ser mantida durante toda a programação.
Além disso, a experiência precisa funcionar para usuários que acessam o conteúdo por diferentes dispositivos e conexões.
Uma operação bem-sucedida em um ambiente como esse passa a funcionar como referência para futuros projetos.
No caso da Watch Labs, o Rock in Rio Lisboa deve ser utilizado como credencial nas conversas com potenciais parceiros em outros mercados.
A expectativa da companhia é avançar principalmente em projetos ligados aos setores de mídia, entretenimento e esporte.
Portugal se consolida como base para expansão
A presença em Portugal ocupa uma posição estratégica dentro dos planos internacionais da empresa.
Mais do que funcionar apenas como porta de entrada para a Europa, o país passou a ser utilizado como uma base para a aproximação com novos mercados e parceiros.
O projeto realizado em Lisboa reforça essa estratégia.
Ao desenvolver a plataforma oficial de transmissão de um evento internacional realizado em Portugal, a Watch Labs conseguiu demonstrar sua capacidade tecnológica dentro de um mercado europeu e para uma audiência distribuída globalmente.
O objetivo agora é transformar essa experiência em novas oportunidades comerciais.
A estratégia acompanha uma transformação mais ampla na forma como empresas e organizações lidam com suas audiências digitais.
Durante anos, grandes plataformas de terceiros concentraram boa parte da distribuição de conteúdos na internet.
Agora, diferentes detentores de conteúdo começam a avaliar a criação de seus próprios ambientes digitais.
Ter uma plataforma proprietária pode permitir maior controle sobre a experiência do usuário, a forma de distribuição e os modelos de monetização.
Também abre espaço para uma compreensão mais detalhada sobre o comportamento da audiência.
Essas informações podem ajudar empresas e organizações a desenvolver produtos, estratégias comerciais e novas formas de relacionamento com seus públicos.
Streaming deixa de ser apenas distribuição de conteúdo
A evolução do mercado também tem ampliado o papel das plataformas de streaming.
Inicialmente associadas principalmente à distribuição de vídeos, essas soluções passaram a incorporar ferramentas de relacionamento, monetização e análise de dados.
Para eventos ao vivo, a tecnologia pode se tornar uma extensão da experiência presencial.
Um festival realizado em uma cidade específica pode alcançar pessoas em diferentes países.
Um evento esportivo pode criar experiências exclusivas para torcedores que não estão no estádio.
Uma empresa de mídia pode construir um ambiente próprio para distribuir conteúdos e se relacionar diretamente com sua audiência.
A capacidade de desenvolver essas experiências depende de uma infraestrutura capaz de acompanhar as características de cada projeto.
É nesse ponto que a modularidade da tecnologia se torna uma parte importante da estratégia da Watch Labs.
Em vez de tratar cada novo projeto como uma plataforma completamente independente, a empresa trabalha com uma infraestrutura que pode receber diferentes configurações e funcionalidades.
Isso pode reduzir o tempo de desenvolvimento e permitir maior agilidade na implementação de novos projetos.
O desenvolvimento da plataforma do Rock in Rio Lisboa em aproximadamente 40 horas é apresentado pela companhia como um exemplo dessa capacidade.
Crescimento internacional parte de tecnologia desenvolvida no Brasil
A expansão da Watch Labs ocorre a partir de uma infraestrutura tecnológica desenvolvida pela própria companhia.
A Watch nasceu no Brasil e reúne atualmente operações voltadas à distribuição de conteúdo, streaming e desenvolvimento de plataformas digitais.
A tecnologia é desenvolvida em Curitiba e atende operações no mercado brasileiro e internacional.
A empresa mantém atividades no Brasil, Portugal e Estados Unidos, além de escritório em Londres.
A estratégia internacional busca aproveitar a experiência adquirida pela companhia em sua própria operação de streaming para desenvolver soluções destinadas a outras empresas.
A Watch TV, uma das operações do grupo, distribui conteúdo por meio de mais de 2.600 provedores de internet presentes em todos os estados brasileiros.
Já a Watch Labs concentra a atuação no desenvolvimento de plataformas proprietárias para streaming, eventos ao vivo e experiências digitais.
A combinação entre essas operações permite que a empresa utilize conhecimentos desenvolvidos no mercado brasileiro para atender novos projetos internacionais.
O Rock in Rio Lisboa 2026 representa, até agora, o maior projeto da Watch Labs fora do país.
Dados e relacionamento passam a ganhar importância
A busca por plataformas próprias também está relacionada a uma mudança no valor atribuído aos dados sobre consumo digital.
Quando uma empresa distribui seu conteúdo exclusivamente por plataformas de terceiros, parte da relação com a audiência ocorre dentro de um ambiente controlado por outra companhia.
A criação de um espaço digital próprio permite desenvolver uma relação mais direta com o público.
Isso pode incluir desde informações sobre o comportamento de consumo até diferentes formas de interação e monetização.
Para organizadores de eventos, empresas de mídia e companhias do setor de entretenimento, esse movimento representa uma oportunidade de ampliar o relacionamento com a audiência antes, durante e depois de uma transmissão.
O streaming deixa de funcionar apenas como um canal adicional de distribuição.
Ele passa a integrar uma estratégia mais ampla de relacionamento digital.
A tecnologia utilizada no Rock in Rio Lisboa foi desenvolvida dentro desse contexto.
Além de transmitir os conteúdos ao vivo, a plataforma foi pensada para integrar recursos relacionados à experiência digital e à monetização.
Case internacional reforça planos da companhia
Para a Watch Labs, o principal impacto do projeto vai além dos resultados registrados durante os dias do festival.
O alcance em 95 países e a presença de usuários em mais de 1.600 cidades transformaram a operação em uma demonstração prática da capacidade internacional da empresa.
O desafio agora será utilizar esse resultado como ponto de partida para novas operações.
A estratégia está concentrada em mercados nos quais o consumo de conteúdo digital, a transmissão de eventos ao vivo e a necessidade de plataformas proprietárias continuam em expansão.
Mídia, entretenimento e esporte aparecem entre os principais segmentos de interesse.
A operação também reforça a presença de empresas brasileiras de tecnologia em projetos internacionais de grande escala.
Em um mercado frequentemente associado a grandes companhias globais, a participação da Watch Labs no Rock in Rio Lisboa mostra como tecnologias desenvolvidas no Brasil podem ser utilizadas em operações destinadas a públicos distribuídos em diferentes países.
Para Matesick, o resultado do projeto representa uma referência importante para os próximos passos da expansão internacional.
“O Rock in Rio Lisboa foi um projeto importante para mostrar ao mercado internacional nossa capacidade de entregar uma operação de grande porte com agilidade, estabilidade e foco na experiência do usuário. Mais do que os números de audiência, ele nos deu uma referência concreta para conversar com novos parceiros em outros mercados”, afirma.
Com o projeto concluído, a Watch Labs pretende ampliar a utilização desse case como credencial em sua estratégia de expansão.
Portugal, que já funciona como uma base operacional da empresa na Europa, deve continuar ocupando uma posição importante nesse movimento.
A partir da experiência acumulada no Rock in Rio Lisboa, a companhia busca avançar em novos projetos e consolidar sua presença internacional.
Mais do que uma transmissão de shows, a operação realizada no festival se tornou uma demonstração de como uma tecnologia desenvolvida no Brasil pode conectar uma audiência global.
O desafio da Watch Labs, a partir de agora, será transformar essa vitrine internacional em novos negócios e ampliar sua presença em um mercado cada vez mais disputado por plataformas, empresas de mídia e produtores de conteúdo.
Sobre a Watch
A Watch é uma empresa brasileira de tecnologia que conecta conteúdo, distribuição e monetização em um ecossistema digital.
A companhia reúne a Watch TV, plataforma de streaming distribuída por mais de 2.600 provedores de internet presentes em todos os estados brasileiros, e a Watch Labs, unidade especializada no desenvolvimento de plataformas proprietárias para streaming, eventos ao vivo e experiências digitais.
Com tecnologia desenvolvida em Curitiba e operações no Brasil, Portugal e Estados Unidos, além de escritório em Londres, a empresa fornece soluções para companhias dos setores de mídia, entretenimento, esporte e telecomunicações.
A estratégia combina experiência em distribuição digital de conteúdo, desenvolvimento tecnológico e criação de plataformas adaptadas às necessidades de diferentes parceiros.



