Com faturamento bilionário, setor aposta em modelos híbridos e mais acessíveis para novos empreendedores
O setor de franquias no Brasil segue em ritmo acelerado de crescimento e já ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em faturamento em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising. Dentro desse cenário, o segmento de alimentação se destaca como um dos principais motores da expansão, impulsionado pela demanda constante e por novos formatos de operação que atraem empreendedores em busca de autonomia fora do regime CLT.
A tendência acompanha uma mudança no comportamento profissional no país. Cada vez mais brasileiros avaliam a transição para o empreendedorismo, motivados pela busca por qualidade de vida, independência financeira e construção de patrimônio. Nesse contexto, as franquias de food service surgem como uma alternativa estruturada, que combina liberdade de gestão com suporte operacional.
Modelos híbridos impulsionam crescimento
Uma das principais transformações do setor está na adoção de modelos híbridos de operação, que integram atendimento presencial com delivery. Esse formato permite atender diferentes perfis de consumo e amplia as possibilidades de faturamento.
Enquanto o salão físico continua sendo importante para a experiência do cliente, o delivery garante alcance ampliado e fluxo constante de pedidos, especialmente em grandes centros urbanos.
A Itália no Box exemplifica essa adaptação ao novo momento do mercado. A rede aposta em unidades que conciliam consumo no local com operações de entrega, oferecendo maior flexibilidade ao franqueado.
“Hoje, o empreendedor que sai do CLT busca mais do que retorno financeiro. Ele quer previsibilidade, suporte e um modelo que funcione na prática. Por isso, pensamos em um formato que equilibra salão e delivery, permitindo ao franqueado atender diferentes momentos de consumo e aumentar o potencial de faturamento”, afirma Gabriel Alberti, fundador da marca.
Franchising oferece mais segurança ao iniciante
Outro fator que impulsiona o crescimento das franquias é a previsibilidade do modelo de negócio. Em um cenário econômico ainda instável, contar com processos estruturados, treinamento e suporte na gestão reduz riscos e facilita a entrada de novos empreendedores.
Para quem está iniciando, o franchising oferece um caminho mais seguro em comparação a negócios independentes, já que envolve marcas consolidadas, estratégias validadas e acompanhamento contínuo.
Além disso, o setor de alimentação possui uma vantagem competitiva importante: o consumo recorrente. Mesmo em períodos de instabilidade econômica, a demanda por refeições prontas se mantém, seja pela conveniência ou pela busca por experiências gastronômicas.
Gastronomia segue como experiência relevante
A alimentação fora do lar continua sendo um hábito presente na rotina dos brasileiros. O valor da experiência gastronômica, aliado à praticidade, sustenta o crescimento do setor e atrai novos investidores.
Redes que conseguem equilibrar qualidade, preço e eficiência operacional tendem a se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.
No caso da Itália no Box, o conceito está diretamente ligado à proposta de oferecer massas italianas com qualidade e preço acessível. Fundada em 2016, a marca expandiu sua atuação por meio do franchising a partir de 2018 e atualmente está presente em 70 cidades distribuídas em 18 estados brasileiros.
Planejamento é essencial para empreender
Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a decisão de migrar do regime CLT para o empreendedorismo exige planejamento. Avaliar o perfil da franquia, o público-alvo e a dinâmica operacional são etapas fundamentais para garantir a sustentabilidade do negócio.
O crescimento das franquias de alimentação reflete uma transformação mais ampla no mercado de trabalho, em que o empreendedorismo passa a ser visto como uma alternativa concreta e viável.
Com modelos mais flexíveis e alinhados ao comportamento do consumidor, o setor se consolida como uma porta de entrada para quem busca protagonismo profissional e novas oportunidades de renda.




