Especialistas do Rio Grande do Sul participaram da programação científica do 4º ALERGOSUL – Congresso Sul-Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria, realizado nos dias 6 e 7 de março, em Curitiba (PR). O encontro reuniu médicos e pesquisadores dos três estados da região Sul para discutir avanços no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em crianças e adolescentes.
Entre os representantes gaúchos que contribuíram com palestras e debates estiveram o médico alergista e imunologista pediátrico Dr. Hélio Simão e a médica alergista pediátrica Dra. Cristina Weber, que compartilharam experiências clínicas e atualizações científicas voltadas ao cuidado pediátrico.
O evento foi realizado na sede da Sociedade Paranaense de Pediatria e contou com cerca de 225 participantes, além de mais de 20 professores convidados de diferentes estados do país, consolidando-se como um importante espaço de troca de conhecimento entre especialistas da área.
Congresso debate avanços no tratamento de doenças alérgicas
Organizado pelas sociedades de pediatria do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o congresso teve como objetivo promover atualização científica e fortalecer a integração entre profissionais que atuam no atendimento de crianças e adolescentes com doenças alérgicas e imunológicas.
A programação científica incluiu temas relevantes da prática clínica pediátrica, como alergia alimentar, anafilaxia, erros inatos da imunidade, dermatite atópica, alergias respiratórias e manejo da asma na infância.
Para o médico alergista e imunologista pediátrico Dr. Hélio Simão, que integrou a comissão organizadora representando o Rio Grande do Sul, encontros científicos como o ALERGOSUL são fundamentais para aprimorar a prática médica.
“O congresso proporcionou dois dias intensos de atualização científica, com troca de experiências entre especialistas e discussão de condutas baseadas nas diretrizes mais recentes. Esse tipo de encontro contribui diretamente para qualificar a tomada de decisão do pediatra no diagnóstico e no manejo das doenças alérgicas e imunológicas, garantindo um cuidado mais seguro e eficaz para crianças e adolescentes”, afirmou.
Programação abordou desde casos comuns até quadros complexos
Durante o primeiro dia de congresso, especialistas debateram desde situações frequentemente observadas no consultório pediátrico até quadros mais complexos em imunologia clínica.
Entre os temas apresentados estiveram o diagnóstico diferencial de prurido em crianças, doenças das vias aéreas superiores, alergia à proteína do leite de vaca e erros inatos da imunidade.
No período da tarde, as discussões aprofundaram-se na dermatite atópica, uma das doenças alérgicas mais comuns na infância. Os especialistas abordaram escalas de avaliação da doença, opções terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e estratégias baseadas em evidências científicas.
Atualizações sobre asma alérgica marcaram segundo dia
No segundo dia do evento, os debates concentraram-se na asma alérgica na infância, com destaque para as atualizações mais recentes no manejo clínico da doença.
Especialistas discutiram casos de sibilância recorrente em crianças em idade pré-escolar e analisaram as mudanças trazidas pelas recomendações do GINA 2025, um dos principais guias internacionais para tratamento da asma.
Também foram apresentadas estratégias terapêuticas inovadoras para o controle de asma grave e polipose nasal, condições que podem impactar significativamente a qualidade de vida de crianças e adolescentes.
Segundo os organizadores, a atualização constante dos profissionais de saúde é essencial para garantir diagnósticos mais precisos e tratamentos cada vez mais eficazes no campo da alergia e imunologia pediátrica.
Integração científica fortalece pediatria na região Sul
Eventos como o ALERGOSUL têm como objetivo fortalecer a integração entre especialistas da região Sul do Brasil, promovendo troca de experiências entre médicos que atuam em diferentes contextos clínicos.
Além de contribuir para a atualização científica, encontros desse tipo ajudam a alinhar práticas médicas com as diretrizes mais recentes da literatura internacional.
Para os profissionais da área, a colaboração entre especialistas de diferentes estados amplia o acesso a novas abordagens terapêuticas e favorece o desenvolvimento de estratégias mais eficazes para o tratamento de doenças alérgicas e imunológicas na infância.
Sobre a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936, inicialmente com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul, por iniciativa do professor Raul Moreira e de um grupo de médicos pioneiros na formação pediátrica no estado.
A entidade nasceu com o objetivo de reunir profissionais dedicados ao cuidado da saúde infantil e promover o desenvolvimento científico da pediatria no Rio Grande do Sul.
Ao longo das décadas, a instituição consolidou-se como uma das principais referências na área médica pediátrica no país, acompanhando os avanços da medicina e ampliando sua atuação científica e educacional.
Atualmente, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul conta com cerca de 1.750 associados, reunindo profissionais dedicados à assistência, pesquisa e formação médica voltadas à saúde de crianças e adolescentes.




