O lançamento do Perplexity Computer marca uma nova fase na evolução da inteligência artificial ao introduzir sistemas capazes de executar tarefas completas de forma autônoma. A avaliação é de Renato Asse, que vê na tecnologia um passo decisivo na transição dos chatbots tradicionais para agentes que operam como verdadeiros “trabalhadores digitais”. O movimento ocorre em meio ao crescimento acelerado da adoção de IA por empresas e profissionais independentes, especialmente em áreas que demandam automação e eficiência operacional.
Tecnologia transforma comandos em fluxos completos
Diferentemente dos modelos tradicionais baseados em perguntas e respostas, o Perplexity Computer atua de forma contínua, organizando comandos em fluxos estruturados e acionando agentes especializados para executar cada etapa de um processo.
A ferramenta é capaz de realizar atividades como pesquisas aprofundadas, análise de dados, produção de documentos, desenvolvimento de código e integração com serviços externos. Essa abordagem permite que projetos completos sejam conduzidos de maneira autônoma, com mínima intervenção humana.
Segundo Renato Asse, a mudança representa um salto significativo na forma como a tecnologia é utilizada no dia a dia. “Não estamos mais falando de ferramentas que apoiam tarefas isoladas, mas de sistemas que executam processos completos. Isso reduz o tempo operacional, diminui a dependência técnica e amplia o acesso à automação”, afirma.
Transição dos chatbots para agentes autônomos
O avanço dos agentes de IA sinaliza uma transformação estrutural no mercado de tecnologia. Se antes os chatbots eram utilizados principalmente como assistentes de apoio, agora os sistemas evoluem para desempenhar funções mais complexas, com capacidade de tomada de decisão e execução de tarefas.
Essa nova geração de ferramentas amplia o papel da inteligência artificial dentro das organizações, permitindo que processos inteiros sejam automatizados com maior eficiência e precisão.
A tendência é acompanhada por projeções de instituições globais. De acordo com a Gartner, até 2028 cerca de 33% dos softwares corporativos devem incorporar agentes de IA capazes de operar de forma autônoma. Já a IDC estima que os investimentos globais em inteligência artificial ultrapassem US$ 500 bilhões até 2027.
Democratização da tecnologia e impacto nas empresas
Na avaliação da Comunidade Sem Codar, o avanço dos agentes de IA tende a democratizar o acesso à tecnologia, especialmente entre pequenas e médias empresas.
Isso porque ferramentas desse tipo reduzem a necessidade de conhecimento técnico avançado, permitindo que profissionais sem formação em programação desenvolvam e executem processos complexos.
A adoção de soluções No Code e Low Code ganha força nesse cenário, ampliando as possibilidades de inovação e reduzindo barreiras de entrada para o uso de inteligência artificial.
Além disso, a automação de tarefas operacionais pode aumentar significativamente a produtividade, liberando tempo para atividades mais estratégicas dentro das organizações.
Mudança no perfil profissional
Com a evolução da inteligência artificial, o mercado de trabalho também passa por transformações. A habilidade mais valorizada deixa de ser apenas o domínio técnico da ferramenta e passa a incluir a capacidade de estruturar processos que possam ser executados por agentes de IA.
Para Renato Asse, esse é um ponto central da mudança em curso. “O diferencial deixa de ser apenas saber usar a IA e passa a ser estruturar processos que ela consiga executar. É a evolução do uso da tecnologia para um modelo mais estratégico e orientado a resultados”, explica.
Essa mudança exige que profissionais desenvolvam novas competências, como pensamento sistêmico, organização de fluxos de trabalho e visão estratégica sobre automação.
Crescimento do ecossistema No Code
A expansão dos agentes de IA também impulsiona o crescimento do ecossistema No Code, que permite a criação de soluções digitais sem a necessidade de programação tradicional.
A Comunidade Sem Codar, fundada em 2020, acompanha esse movimento de perto. Com mais de 25 mil alunos, a edtech se consolidou como uma das principais iniciativas da América Latina voltadas à formação em automação e inteligência artificial.
A escola oferece cursos práticos como Appmakers, focado na criação de aplicativos com ferramentas No Code, e Automakers, voltado ao desenvolvimento de agentes de IA utilizando plataformas como o n8n.
Perspectivas para o futuro da IA
O lançamento do Perplexity Computer reforça uma tendência que deve se intensificar nos próximos anos: a consolidação de sistemas autônomos capazes de executar tarefas complexas com alto grau de eficiência.
Para empresas, isso representa uma oportunidade de ganho de produtividade e redução de custos. Para profissionais, abre caminho para novas formas de trabalho e geração de valor.
Ao mesmo tempo, o avanço da tecnologia exige adaptação rápida e desenvolvimento contínuo de habilidades, em um cenário onde a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a atuar como protagonista nos processos produtivos.




