Programa reúne lideranças, conecta políticas públicas e impulsiona protagonismo das mulheres no Brasil
O lançamento da terceira edição do Hangar Mulheres, realizado nos dias 27 e 28 de março, marcou um novo avanço na agenda nacional de fortalecimento da autonomia feminina. Integrado ao Pacto Brasil Contra o Feminicídio, o programa reuniu lideranças públicas, especialistas e empreendedoras em uma programação voltada à inovação, empreendedorismo e políticas públicas, consolidando-se como uma das principais iniciativas do país no apoio ao protagonismo feminino.
A iniciativa é liderada pelo Itaipu Parquetec, em parceria com o Ministério das Mulheres, a Itaipu Binacional, o UNICEF, a ApexBrasil e a Aliança Empreendedora. A proposta conecta diferentes frentes para ampliar oportunidades e fortalecer a independência econômica das mulheres em diversas regiões do país.
Programa ganha escala e atuação contínua
Ao longo de suas edições anteriores, o Hangar Mulheres acumulou números expressivos, com mais de 450 projetos inscritos, 25 workshops realizados e a participação de 46 mentoras especialistas. Esses resultados ajudaram a consolidar uma rede ativa de apoio ao empreendedorismo feminino, que agora ganha ainda mais robustez com a ampliação do programa.
A nova edição marca uma mudança importante: a iniciativa deixa de ser pontual e passa a atuar de forma contínua ao longo do ano. A proposta inclui trilhas estruturadas de pré-incubação, capacitação e aceleração de negócios liderados por mulheres, fortalecendo o ecossistema feminino e ampliando o impacto social e econômico.
Durante o evento, lideranças destacaram a importância da construção de redes colaborativas. A diretora administrativo-financeira do Itaipu Parquetec, Clerione Herther, ressaltou que o empreendedorismo feminino precisa ser fortalecido coletivamente. “O empreendedorismo feminino não pode ser solitário. No Hangar Mulheres, criamos ambientes onde mulheres se conectam, compartilham experiências e superam barreiras, como o acesso ao crédito e a baixa autoestima”, afirmou.
Empreendedorismo como ferramenta de liberdade
O debate sobre autonomia feminina também foi aprofundado no painel “Empreendedorismo para ser livre: o papel do empreendedorismo na autonomia das mulheres”. A discussão reforçou que independência financeira vai além da geração de renda, envolvendo liberdade de escolha, fortalecimento de comunidades e enfrentamento de desigualdades estruturais.
Com mediação de Caroline Bacheta, o painel reuniu especialistas e lideranças diretamente conectadas ao programa, destacando o papel estratégico do empreendedorismo como instrumento de transformação social.
Uma das novidades desta edição é a ampliação do público atendido. O programa passa a incluir também empreendedoras de negócios tradicionais, por meio de uma trilha específica de capacitação desenvolvida em parceria com a Aliança Empreendedora. A medida busca ampliar o alcance da iniciativa, aproximando diferentes realidades e territórios.
Rede de apoio e desenvolvimento contínuo
Além da programação principal, o evento contou com encontros voltados ao fortalecimento da comunidade de empreendedoras. No segundo dia, realizado no escritório do Itaipu Parquetec, participantes e lideranças se reuniram para fomentar conexões e formar multiplicadoras do programa.
A proposta é que o Hangar Mulheres vá além de eventos pontuais, consolidando-se como uma rede permanente de apoio, desenvolvimento e troca de experiências. Os próximos passos incluem o lançamento de editais, ações de sensibilização e novas jornadas de capacitação ao longo do ano.
Essa estrutura contínua deve contribuir para ampliar o impacto da iniciativa, fortalecendo negócios liderados por mulheres e promovendo inclusão econômica em diferentes regiões do país.
Integração com políticas públicas e combate à violência
A programação também reforçou o compromisso com o enfrentamento à violência de gênero. Durante o evento, foi realizada a assinatura do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, destacando a importância da atuação integrada entre diferentes setores.
Entre as iniciativas apresentadas, está a Casa da Mulher Brasileira, reconhecida como referência no atendimento humanizado e multidisciplinar. O programa oferece suporte psicológico, jurídico e social, contribuindo para a proteção e o acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Outro destaque foi a formalização do convênio “Escola Impulsionadora do Respeito às Meninas e Mulheres”, que aposta na educação como ferramenta de transformação cultural. A iniciativa busca prevenir a violência desde a base, promovendo valores de respeito, equidade e cidadania.
Protagonismo feminino em expansão
Com a nova edição, o Hangar Mulheres se consolida como uma das principais iniciativas brasileiras na interseção entre inovação, empreendedorismo e equidade de gênero. Ao conectar políticas públicas, capacitação e desenvolvimento econômico, o programa amplia oportunidades e fortalece o protagonismo feminino em diferentes setores.
A iniciativa reflete uma tendência crescente no país: o reconhecimento do papel estratégico das mulheres no desenvolvimento econômico e social. Ao investir em capacitação, redes de apoio e acesso a oportunidades, programas como esse contribuem para reduzir desigualdades e impulsionar transformações estruturais.
A expectativa é que, com a ampliação de sua atuação, o Hangar Mulheres alcance um número ainda maior de empreendedoras, fortalecendo negócios, promovendo autonomia e contribuindo para um futuro mais inclusivo e sustentável.




