O Itaú Unibanco avançou 35% na velocidade de implantações tecnológicas em 2025 na comparação com o ano anterior e ampliou de forma significativa o uso de inteligência artificial em suas operações. Segundo dados divulgados pelo banco nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, houve crescimento de 84% no volume de iniciativas de IA generativa em uso e de 34% no número de modelos de machine learning tradicional. A estratégia faz parte de um movimento contínuo de modernização tecnológica, com foco na experiência do cliente, no bem-estar financeiro e na eficiência operacional com segurança.
De acordo com a instituição, o aumento na velocidade de implementação de soluções digitais reflete uma transformação estrutural na engenharia e na integração entre áreas de tecnologia e negócios.
“Aumentar a velocidade de implantações significa evoluir nossa capacidade de transformar rapidamente ideias em melhorias reais para os clientes. Esse avanço é resultado direto da nossa agenda de modernização, apoiada por uma engenharia moderna, processos maduros e um trabalho cada vez mais integrado entre tecnologia e negócios. Essa combinação nos permite desenvolver novas funcionalidades, ajustar sistemas e escalar soluções com muito mais agilidade, sempre preservando qualidade, estabilidade e segurança”, afirma Fábio Napoli, diretor de Tecnologia e Produtos do Itaú Unibanco.
Avanço consistente desde a transformação digital
Os resultados divulgados pelo banco também evidenciam o impacto de um processo de transformação iniciado antes mesmo da pandemia. Em comparação com 2018, período que antecedeu um amplo movimento de digitalização interna, o Itaú alcançou uma redução de 99% nos incidentes de alto impacto na experiência dos clientes.
No mesmo intervalo, o volume de implantações de mudanças e atualizações tecnológicas aumentou 2.606%, enquanto o custo de transações únicas foi reduzido em 45%. Na prática, isso significa maior estabilidade dos sistemas, mais atualizações sendo entregues em menos tempo e ganhos relevantes de eficiência operacional.
O banco atribui esses resultados à modernização da infraestrutura tecnológica, ao fortalecimento das práticas de engenharia de software e à adoção de metodologias ágeis que permitem ciclos de desenvolvimento mais curtos e assertivos.
IA generativa ganha espaço na jornada do cliente
Entre os destaques de 2025 está a expansão das iniciativas de IA generativa conversacional voltadas diretamente ao público. As soluções fazem parte da plataforma Inteligência Itaú, que reúne ferramentas baseadas em dados e algoritmos avançados para personalizar o atendimento e apoiar decisões financeiras.
Um dos exemplos é o Pix no WhatsApp, já disponível para 100% dos clientes do banco, permitindo a realização de transferências de forma integrada ao aplicativo de mensagens. Outra frente é a Inteligência de Investimentos, que oferece suporte personalizado para decisões financeiras, além do Itaú Emps, solução voltada a empreendedores.
A ampliação de 84% no número de iniciativas de IA generativa em uso demonstra, segundo o banco, uma consolidação da tecnologia como parte estruturante da estratégia de negócios.
“Nossa metodologia de trabalho permite que a inovação aconteça de forma consistente, segura e responsável. Assim, ampliamos a capacidade de entregar experiências cada vez mais relevantes e personalizadas. Essa estratégia reforça nosso compromisso com uma evolução contínua, orientada por dados, segurança e governança robusta, que impulsiona a competitividade do negócio e contribui diretamente para a experiência e o bem-estar financeiro dos clientes”, reforça Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco.
Segurança digital e prevenção a fraudes
Além da experiência do usuário, o banco destaca que os investimentos em inteligência artificial também fortalecem as camadas de segurança digital. Modelos de machine learning são utilizados para detecção de padrões suspeitos, prevenção a fraudes, proteção de dados e aumento da resiliência operacional.
O uso responsável da tecnologia é sustentado por uma estrutura de governança considerada robusta pela instituição, com controles voltados à conformidade regulatória, mitigação de riscos e aderência a princípios éticos.
No campo interno, o Itaú afirma adotar diretrizes claras para garantir que a IA atue como ferramenta de apoio às equipes, e não como substituição indiscriminada de profissionais. A ênfase, segundo o banco, está na transparência, na responsabilidade e no uso ético de dados e automações.
Escala, eficiência e competitividade
Os indicadores apresentados reforçam a capacidade do Itaú de escalar inovação com consistência e qualidade, mantendo estabilidade operacional mesmo diante do aumento expressivo no volume de mudanças tecnológicas implementadas.
O crescimento de 34% no número de modelos de machine learning tradicional indica que, além da IA generativa — que ganhou protagonismo nos últimos anos —, o banco continua expandindo o uso de algoritmos preditivos e analíticos para aprimorar processos internos, análise de crédito, gestão de risco e personalização de ofertas.
Ao combinar modernização de infraestrutura, cultura ágil e integração entre tecnologia e negócios, o Itaú busca consolidar sua posição em um mercado financeiro cada vez mais digital e competitivo, no qual a experiência do cliente e a segurança da informação se tornaram diferenciais estratégicos.
O avanço de 35% na velocidade de implantações tecnológicas em 2025 simboliza, nesse contexto, não apenas um ganho operacional, mas um movimento estratégico para reduzir o tempo entre a concepção de uma ideia e sua entrega ao cliente final.
Resumo
Itaú avança 35% em implantações tecnológicas e amplia uso de IA para melhorar experiência e segurança dos clientes.




