Richard Barrett estreia no CONARH 2026 e destaca a cultura brasileira como vantagem competitiva no futuro do trabalho

Especialista internacional em cultura organizacional participou do encerramento do congresso a convite da Biz e da ABRH Brasil

A cultura organizacional e o papel das lideranças em um cenário de rápidas transformações tecnológicas estiveram no centro dos debates do CONARH 2026, um dos maiores eventos de gestão de pessoas da América Latina. O encerramento do congresso contou com a participação inédita no Brasil de Richard Barrett, referência mundial em liderança baseada em valores e transformação cultural, convidado pela Biz, empresa de pagamentos e multibenefícios corporativos hiperpersonalizados, em parceria com a ABRH Brasil.

A palestra, realizada durante o último dia do evento, trouxe uma reflexão sobre como a cultura brasileira pode se transformar em um diferencial estratégico para empresas que buscam competitividade em um mercado cada vez mais globalizado e impactado pelo avanço da inteligência artificial.

Com o tema “Brasil Global: por que a cultura brasileira será a maior vantagem competitiva do futuro do trabalho”, Barrett apresentou sua visão sobre o futuro das organizações e o papel dos valores humanos na construção de ambientes corporativos mais resilientes, inovadores e preparados para os desafios das próximas décadas.

Cultura e valores no centro da estratégia

Reconhecido internacionalmente por desenvolver o modelo Cultural Transformation Tools, utilizado em mais de 60 países, Richard Barrett é considerado uma das maiores autoridades mundiais quando o assunto é cultura organizacional.

Durante sua apresentação, o especialista destacou que, em um mundo cada vez mais automatizado, características humanas como empatia, capacidade de adaptação, colaboração e construção de confiança tendem a ganhar ainda mais relevância dentro das empresas.

Segundo Barrett, a cultura de uma organização não deve ser tratada apenas como um elemento complementar da gestão, mas como parte fundamental da estratégia de crescimento e sustentabilidade dos negócios.

A palestra propôs uma análise sobre como a evolução tecnológica exige uma transformação simultânea na forma como líderes conduzem equipes e constroem relações dentro das organizações.

Além disso, o especialista apontou que aspectos tradicionalmente associados à cultura brasileira, como acolhimento, flexibilidade e facilidade para criar conexões interpessoais, podem representar vantagens competitivas importantes para empresas que atuam em mercados globais.

Cultura brasileira como diferencial competitivo

A participação de Barrett no evento foi patrocinada pela Biz, que aproveitou o congresso para ampliar a discussão sobre o papel da cultura organizacional na construção de empresas mais preparadas para o futuro.

Para Clayton Pedro, CEO da Biz Benefícios, a presença do especialista reforça a importância de colocar valores e cultura no centro das decisões corporativas.

“O CONARH é um dos principais espaços para debatermos o futuro do trabalho no Brasil, e foi uma honra levar ao evento um nome como o de Richard Barrett, que há décadas ajuda organizações no mundo todo a colocarem valores e cultura no centro da estratégia. Acreditamos que a cultura brasileira, nossa capacidade de acolher, de criar vínculo e de nos adaptarmos com resiliência, é uma vantagem competitiva real para as empresas que atuam globalmente”, afirma.

A avaliação acompanha uma tendência observada em diferentes mercados, onde aspectos relacionados à experiência dos colaboradores, propósito organizacional e fortalecimento da cultura corporativa vêm ganhando relevância na estratégia empresarial.

Inteligência artificial e relações humanas

Um dos pontos centrais abordados durante a palestra foi o equilíbrio entre tecnologia e relações humanas.

Com a inteligência artificial assumindo funções cada vez mais relevantes dentro das organizações, cresce também a necessidade de desenvolver lideranças capazes de fortalecer vínculos, estimular a colaboração e criar ambientes de confiança.

Para Barrett, o avanço tecnológico não reduz a importância das pessoas. Pelo contrário, torna ainda mais necessário que empresas invistam em valores, propósito e cultura.

A reflexão dialoga diretamente com os desafios enfrentados pelas áreas de Recursos Humanos, que hoje lidam simultaneamente com temas como transformação digital, desenvolvimento de lideranças, retenção de talentos e construção de ambientes mais inclusivos e sustentáveis.

ABRH destaca importância da discussão

A presidente da ABRH Brasil, Leyla Nascimento, ressaltou a relevância do debate em um momento marcado por profundas mudanças no mundo corporativo.

Segundo ela, discutir cultura organizacional e liderança é fundamental para preparar empresas e profissionais para uma nova realidade do trabalho.

“Discutir cultura organizacional e liderança em um momento de profundas transformações no mundo do trabalho é fundamental para preparar empresas e profissionais para os desafios dos próximos anos. Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial e por novas formas de trabalhar, são os valores, o propósito e a capacidade de construir relações de confiança que diferenciam organizações mais inovadoras, resilientes e competitivas”, afirma.

A executiva destaca que o fortalecimento da cultura organizacional não deve ser visto apenas como uma iniciativa voltada ao clima interno, mas como um elemento estratégico capaz de impactar diretamente resultados, inovação e competitividade.

Experiência do colaborador em pauta

Além da palestra de encerramento, a participação da Biz no CONARH 2026 incluiu a apresentação do case da Lindt, intitulado “Encantamento, Hiperpersonalização e Marca Empregadora”.

O conteúdo abordou a evolução da experiência dos colaboradores e o papel dos benefícios flexíveis e hiperpersonalizados como ferramentas de engajamento e fortalecimento da marca empregadora.

A discussão acompanha uma transformação observada nas relações de trabalho, em que empresas buscam oferecer experiências mais alinhadas às necessidades individuais de seus profissionais.

Nesse contexto, soluções personalizadas passam a ser vistas não apenas como benefícios, mas como instrumentos capazes de fortalecer a conexão entre colaboradores e organizações.

O futuro do trabalho passa pela cultura

A presença inédita de Richard Barrett no CONARH reforça uma percepção cada vez mais compartilhada por especialistas em gestão de pessoas: tecnologia, por si só, não garante vantagem competitiva sustentável.

À medida que ferramentas como inteligência artificial se tornam mais acessíveis, o diferencial das organizações passa a estar na forma como desenvolvem lideranças, fortalecem culturas organizacionais e criam ambientes capazes de estimular colaboração, inovação e confiança.

A mensagem deixada pelo especialista ao público do congresso aponta justamente para essa direção. Em um cenário de mudanças aceleradas, a capacidade de preservar valores humanos e transformá-los em parte da estratégia empresarial tende a ser um dos fatores decisivos para o sucesso das organizações.

Mais do que acompanhar a evolução tecnológica, o desafio das empresas será construir culturas fortes o suficiente para transformar essas mudanças em oportunidades de crescimento sustentável.

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