Com a inteligência artificial já presente na estratégia corporativa, integração, governança e arquitetura passam a determinar quais projetos realmente geram produtividade e vantagem competitiva
A corrida pela adoção da inteligência artificial e da transformação digital entrou em uma nova fase. Depois de anos marcados por investimentos acelerados em tecnologias como IA, computação em nuvem, automação e análise de dados, o desafio das empresas deixou de ser implementar novas soluções e passou a ser transformar esses investimentos em resultados concretos para o negócio.
O cenário revela um contraste importante. Embora a tecnologia esteja cada vez mais presente nas estratégias corporativas, muitas organizações ainda encontram dificuldades para converter inovação em ganhos de produtividade, eficiência operacional e competitividade. Levantamento da McKinsey mostra que as empresas conseguem capturar, em média, apenas 31% do aumento de receita previsto e 25% da redução de custos esperada em programas de transformação digital. Além disso, mais de 70% das iniciativas perdem ritmo ou ficam estagnadas em algum momento da implementação.
Para especialistas, os números demonstram que o principal desafio deixou de ser tecnológico e passou a ser estratégico.
Segundo Thais Vianna, diretora Comercial da DOMVS iT, consultoria especializada em transformação digital, arquitetura corporativa, ecossistema SAP, cloud, dados e inteligência artificial, a maturidade do mercado exige uma mudança de abordagem.
“A tecnologia deixou de ser o principal obstáculo. Hoje, o desafio é garantir que os projetos permaneçam alinhados aos objetivos do negócio durante toda a sua execução. Quando isso não acontece, as empresas implementam soluções relevantes, mas encontram dificuldade para capturar o retorno esperado dos investimentos”, afirma.
O fim da fase experimental da inteligência artificial
Nos últimos anos, praticamente todos os setores da economia aceleraram investimentos em digitalização. A popularização da inteligência artificial generativa, impulsionada por plataformas como ChatGPT, Claude e Gemini, intensificou ainda mais esse movimento, levando empresas de diferentes portes a buscar novas aplicações para automação, atendimento ao cliente, análise de dados e apoio à tomada de decisões.
Agora, porém, o mercado vive uma nova etapa.
Se antes a preocupação estava em experimentar tecnologias emergentes, hoje executivos são cobrados por indicadores claros de retorno sobre investimento (ROI), produtividade e geração de valor.
Na avaliação da DOMVS iT, empresas mais maduras compreenderam que inteligência artificial, cloud e automação não representam um fim em si mesmas, mas ferramentas capazes de potencializar estratégias de negócio quando implementadas dentro de uma arquitetura consistente.
Estratégia deve vir antes da tecnologia
Entre os erros mais frequentes observados nos projetos de transformação digital está a escolha da tecnologia antes da definição dos problemas que precisam ser resolvidos.
Essa lógica faz com que muitas organizações iniciem projetos pela plataforma, pela ferramenta ou pelo fornecedor, deixando em segundo plano a definição dos objetivos estratégicos e dos indicadores que permitirão medir os resultados obtidos.
Segundo Thais Vianna, essa inversão compromete grande parte das iniciativas.
“O ponto de partida nunca deve ser a tecnologia. Primeiro é preciso entender qual problema de negócio precisa ser resolvido. A tecnologia é o meio para alcançar esse resultado.”
Quando essa etapa é negligenciada, explica a executiva, soluções tecnicamente sofisticadas acabam gerando pouco impacto sobre indicadores como redução de custos, produtividade, experiência do cliente ou crescimento da receita.
Em contrapartida, organizações que iniciam seus projetos definindo casos de uso, metas de desempenho e indicadores de retorno conseguem ampliar significativamente as chances de sucesso.
Governança passa a ser fator decisivo
À medida que a inteligência artificial deixa de ser utilizada apenas em projetos experimentais e passa a integrar operações críticas das empresas, cresce também a necessidade de estabelecer estruturas robustas de governança.
Qualidade dos dados, integração entre sistemas, segurança da informação, conformidade regulatória e monitoramento contínuo tornaram-se componentes essenciais para garantir estabilidade e confiabilidade às soluções.
Segundo a DOMVS iT, incorporar esses elementos desde as primeiras fases do projeto reduz riscos operacionais, evita retrabalho e cria condições para que as iniciativas possam crescer sem comprometer desempenho ou segurança.
Outro aspecto considerado estratégico é a arquitetura tecnológica.
Empresas que estruturam ambientes preparados para integração entre diferentes plataformas conseguem expandir aplicações de inteligência artificial com muito mais facilidade, evitando a criação de soluções isoladas que dificultam futuras evoluções.
Projetos precisam nascer preparados para crescer
O avanço da inteligência artificial também amplia a necessidade de escalabilidade.
Muitas empresas conseguem desenvolver projetos-piloto bem-sucedidos, mas encontram dificuldades para levar essas soluções para toda a organização.
Segundo especialistas, isso acontece porque diversas iniciativas são concebidas para resolver problemas pontuais, sem considerar requisitos futuros de integração, capacidade computacional, governança e crescimento da operação.
Na avaliação da DOMVS iT, arquiteturas modernas precisam ser desenvolvidas desde o início pensando na expansão contínua do ambiente tecnológico.
Essa preparação reduz custos de adaptação, acelera novas implementações e aumenta a longevidade dos investimentos realizados.
Transformação digital deixa de ser responsabilidade exclusiva da TI
Outra mudança importante observada no mercado é o fim da visão de que transformação digital pertence exclusivamente às áreas de tecnologia.
Os projetos mais bem-sucedidos têm sido conduzidos por equipes multidisciplinares que reúnem profissionais de tecnologia, negócios, dados, arquitetura corporativa, segurança da informação e gestão.
Essa integração aproxima as soluções das necessidades reais da empresa e reduz o risco de desenvolvimento de projetos desconectados da estratégia corporativa.
“Transformação digital deixou de ser um tema exclusivamente da TI. Os projetos que conseguem gerar valor são aqueles em que tecnologia e negócio evoluem juntos, com objetivos compartilhados e participação das diferentes áreas da empresa”, destaca Thais Vianna.
Inteligência artificial entra definitivamente na agenda estratégica
A expectativa do mercado é que a inteligência artificial deixe definitivamente a condição de tecnologia emergente para assumir um papel estrutural dentro das organizações.
Mais do que experimentar novas ferramentas, empresas precisarão demonstrar capacidade de integrar tecnologia, dados, processos e pessoas em uma estratégia consistente de crescimento.
Nesse novo cenário, a vantagem competitiva estará menos relacionada à adoção das soluções mais modernas e mais ligada à capacidade de utilizá-las de forma inteligente para gerar ganhos mensuráveis de eficiência operacional, produtividade e competitividade.
Para especialistas, as organizações que conseguirem conectar inovação tecnológica aos objetivos estratégicos estarão mais preparadas para capturar o verdadeiro potencial da inteligência artificial na próxima década.
Sobre a DOMVS iT
Com mais de 11 anos de atuação, a DOMVS iT é uma empresa de tecnologia presente no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Alemanha. A companhia atua em toda a jornada de transformação digital das organizações, oferecendo soluções em arquitetura e engenharia de software, computação em nuvem, automação, DataOps, inteligência artificial e integração de sistemas, sempre com foco na geração de valor para o negócio.




