A mamografia, amplamente conhecida por sua importância na detecção precoce do câncer de mama, pode ter um papel ainda mais abrangente na saúde feminina. Estudos recentes indicam que o exame também pode ajudar a identificar sinais de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. O alerta é reforçado por especialistas e ganha relevância diante do aumento da presença feminina em exames de imagem no Brasil.
Dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem mostram que, dos 4,8 milhões de exames realizados em 2025, 60,3% foram em pacientes mulheres. O crescimento anual foi de 8,2%, representando mais de 184 mil novas pacientes em comparação ao ano anterior.
Mamografia além do câncer de mama
Tradicionalmente associada à detecção precoce do câncer de mama, a mamografia vem sendo estudada também como ferramenta para avaliação de riscos cardiovasculares. Um levantamento divulgado pela European Society of Cardiology analisou mais de 123 mil mulheres sem histórico de doenças cardíacas e identificou uma relação importante.
O estudo aponta que a presença de depósitos de cálcio nas artérias da mama — visíveis na mamografia — está associada a maior risco de infarto, insuficiência cardíaca, AVC e até morte.
Segundo a médica radiologista Vivian Milani, especialista em mamas da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, esse achado pode contribuir para diagnósticos mais precoces.
“Além de seu papel no diagnóstico precoce do câncer de mama, pesquisas apontam que a mamografia também pode revelar calcificações arteriais mamárias, achado associado em estudos a maior risco cardiovascular e que pode contribuir para o encaminhamento precoce dessas mulheres para investigação clínica complementar”, afirma.
Cresce a preocupação com a saúde feminina
O avanço no número de exames também reflete uma maior preocupação com a saúde da mulher, especialmente entre a população adulta. Dados históricos da FIDI, entre 2019 e 2026, indicam que a maior parte das pacientes está na faixa etária produtiva, com cerca de 7,8 milhões de mulheres, enquanto o público idoso soma 4,9 milhões.
Esse cenário contraria a percepção de que exames de imagem são mais frequentes apenas entre idosos. Na prática, mulheres mais jovens têm buscado acompanhamento preventivo, seja por questões de saúde ocupacional, gestacional ou rotina médica.
A preocupação é ainda maior porque doenças cardiovasculares continuam sendo subdiagnosticadas em mulheres. Muitas vezes, os sintomas são mais sutis ou diferentes daqueles apresentados pelos homens, o que pode atrasar o diagnóstico.
“Quando falamos em saúde da mulher, é essencial olhar para ela de forma integral. Muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente, e a identificação precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida da paciente”, ressalta a especialista.
Exames de imagem ajudam na detecção indireta
Além da mamografia, outros exames de imagem também desempenham papel importante na identificação de possíveis problemas cardiovasculares. É o caso do raio-X de tórax, que ultrapassou a marca de 2 milhões de exames realizados por mulheres, segundo a FIDI.
Embora seja considerado um exame de “porta de entrada”, ele pode revelar sinais indiretos de doenças cardíacas, especialmente em estágios mais avançados ou sintomáticos. Entre os indícios possíveis estão o aumento do tamanho do coração (cardiomegalia), congestão vascular pulmonar e edema pulmonar.
Ainda assim, especialistas reforçam que cada exame possui uma função específica e que o diagnóstico deve sempre ser complementado por avaliação clínica e outros métodos quando necessário.
Tema ainda está em debate científico
Apesar dos avanços, a utilização da mamografia como ferramenta para avaliação de risco cardiovascular ainda é um tema em discussão na comunidade científica. Novos estudos são necessários para consolidar protocolos e definir como esses achados devem ser incorporados à prática clínica.
Mesmo assim, o tema ganha relevância em um cenário em que tanto o câncer de mama quanto as doenças cardiovasculares figuram entre as principais causas de morte entre mulheres.
No caso do câncer de mama, apenas uma pequena parcela dos diagnósticos está ligada a fatores genéticos. A maioria dos casos envolve fatores comportamentais e ambientais, como consumo de álcool, obesidade, sedentarismo e uso prolongado de terapia hormonal sem acompanhamento médico.
Prevenção e hábitos saudáveis são fundamentais
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e controle de fatores de risco, é essencial para reduzir a incidência de doenças.
A integração entre diferentes áreas da medicina também se torna cada vez mais necessária, permitindo uma abordagem mais completa da saúde feminina.
Sobre a FIDI
A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem é uma instituição privada sem fins lucrativos fundada em 1986 por professores da Escola Paulista de Medicina, atualmente vinculada à Universidade Federal de São Paulo.
Com mais de 2.100 colaboradores e cerca de 500 médicos parceiros, a fundação atua em mais de 100 unidades de saúde em diferentes estados brasileiros. Em 2025, realizou 4,8 milhões de exames, incluindo ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, mamografia e raio-X.
A instituição também investe em ensino, pesquisa e inovação, com destaque para o uso de inteligência artificial no diagnóstico por imagem e projetos de impacto social, como a carreta-móvel “Mulheres de Peito”, que já levou exames gratuitos a mais de 300 municípios.
Exame tradicional no combate ao câncer de mama também pode revelar sinais precoces de doenças cardiovasculares
A mamografia, amplamente conhecida por sua importância na detecção precoce do câncer de mama, pode ter um papel ainda mais abrangente na saúde feminina. Estudos recentes indicam que o exame também pode ajudar a identificar sinais de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. O alerta é reforçado por especialistas e ganha relevância diante do aumento da presença feminina em exames de imagem no Brasil.
Dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem mostram que, dos 4,8 milhões de exames realizados em 2025, 60,3% foram em pacientes mulheres. O crescimento anual foi de 8,2%, representando mais de 184 mil novas pacientes em comparação ao ano anterior.
Mamografia além do câncer de mama
Tradicionalmente associada à detecção precoce do câncer de mama, a mamografia vem sendo estudada também como ferramenta para avaliação de riscos cardiovasculares. Um levantamento divulgado pela European Society of Cardiology analisou mais de 123 mil mulheres sem histórico de doenças cardíacas e identificou uma relação importante.
O estudo aponta que a presença de depósitos de cálcio nas artérias da mama — visíveis na mamografia — está associada a maior risco de infarto, insuficiência cardíaca, AVC e até morte.
Segundo a médica radiologista Vivian Milani, especialista em mamas da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, esse achado pode contribuir para diagnósticos mais precoces.
“Além de seu papel no diagnóstico precoce do câncer de mama, pesquisas apontam que a mamografia também pode revelar calcificações arteriais mamárias, achado associado em estudos a maior risco cardiovascular e que pode contribuir para o encaminhamento precoce dessas mulheres para investigação clínica complementar”, afirma.
Cresce a preocupação com a saúde feminina
O avanço no número de exames também reflete uma maior preocupação com a saúde da mulher, especialmente entre a população adulta. Dados históricos da FIDI, entre 2019 e 2026, indicam que a maior parte das pacientes está na faixa etária produtiva, com cerca de 7,8 milhões de mulheres, enquanto o público idoso soma 4,9 milhões.
Esse cenário contraria a percepção de que exames de imagem são mais frequentes apenas entre idosos. Na prática, mulheres mais jovens têm buscado acompanhamento preventivo, seja por questões de saúde ocupacional, gestacional ou rotina médica.
A preocupação é ainda maior porque doenças cardiovasculares continuam sendo subdiagnosticadas em mulheres. Muitas vezes, os sintomas são mais sutis ou diferentes daqueles apresentados pelos homens, o que pode atrasar o diagnóstico.
“Quando falamos em saúde da mulher, é essencial olhar para ela de forma integral. Muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente, e a identificação precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida da paciente”, ressalta a especialista.
Exames de imagem ajudam na detecção indireta
Além da mamografia, outros exames de imagem também desempenham papel importante na identificação de possíveis problemas cardiovasculares. É o caso do raio-X de tórax, que ultrapassou a marca de 2 milhões de exames realizados por mulheres, segundo a FIDI.
Embora seja considerado um exame de “porta de entrada”, ele pode revelar sinais indiretos de doenças cardíacas, especialmente em estágios mais avançados ou sintomáticos. Entre os indícios possíveis estão o aumento do tamanho do coração (cardiomegalia), congestão vascular pulmonar e edema pulmonar.
Ainda assim, especialistas reforçam que cada exame possui uma função específica e que o diagnóstico deve sempre ser complementado por avaliação clínica e outros métodos quando necessário.
Tema ainda está em debate científico
Apesar dos avanços, a utilização da mamografia como ferramenta para avaliação de risco cardiovascular ainda é um tema em discussão na comunidade científica. Novos estudos são necessários para consolidar protocolos e definir como esses achados devem ser incorporados à prática clínica.
Mesmo assim, o tema ganha relevância em um cenário em que tanto o câncer de mama quanto as doenças cardiovasculares figuram entre as principais causas de morte entre mulheres.
No caso do câncer de mama, apenas uma pequena parcela dos diagnósticos está ligada a fatores genéticos. A maioria dos casos envolve fatores comportamentais e ambientais, como consumo de álcool, obesidade, sedentarismo e uso prolongado de terapia hormonal sem acompanhamento médico.
Prevenção e hábitos saudáveis são fundamentais
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e controle de fatores de risco, é essencial para reduzir a incidência de doenças.
A integração entre diferentes áreas da medicina também se torna cada vez mais necessária, permitindo uma abordagem mais completa da saúde feminina.
Sobre a FIDI
A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem é uma instituição privada sem fins lucrativos fundada em 1986 por professores da Escola Paulista de Medicina, atualmente vinculada à Universidade Federal de São Paulo.
Com mais de 2.100 colaboradores e cerca de 500 médicos parceiros, a fundação atua em mais de 100 unidades de saúde em diferentes estados brasileiros. Em 2025, realizou 4,8 milhões de exames, incluindo ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, mamografia e raio-X.
A instituição também investe em ensino, pesquisa e inovação, com destaque para o uso de inteligência artificial no diagnóstico por imagem e projetos de impacto social, como a carreta-móvel “Mulheres de Peito”, que já levou exames gratuitos a mais de 300 municípios.




